O ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro – que tem usado as redes sociais para fazer publicações sobre as ações realizadas no seu mandato – não se manifestou sobre a prisão do seu ex-ministro da Justiça e aliado, Anderson Torres.
Jair Bolsonaro e o ex- ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres (Imagem feita durante entrega de equipamentos para fortalecer o trabalho de policiais em 2021 no DF) – Foto: Wilson Dias/Arquivo Agência Brasil/NDNo último sábado (14), por exemplo, publicou um vídeo no Instagram em que o ex-ministro da Economia, Paulo Guedes, critica gestões anteriores e salienta as ações feitas no governo Bolsonaro.
Neste mesmo dia, Torres era preso pela Polícia Federal, ao desembarcar no aeroporto de Brasília, após chegar em um voo comercial vindo de Miami, nos Estados Unidos. Ele é acusado de omissão e de facilitação para os atos terroristas em Brasília, no último domingo (8), que resultaram na invasão e depredação do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do STF.
SeguirBolsonaro atualiza redes sociais
Além da constância em publicações sobre as ações realizadas entre 2019 e 2022, as biografias das redes sociais de Bolsonaro também foram atualizada. Além da troca da foto do perfil, que antes era da campanha, o ex-presidente também alterou os textos.
Bolsonaro alterou as descrições de “Presidente da República Federativa do Brasil” e “Candidato à reeleição com o número 22”, para “38.º Presidente da República Federativa do Brasil”.
Ex-presidente alterou o texto das biografias das redes sociais – Foto: Jair Bolsonaro/Instagram e Twitter/ Montagem NDConforme monitoramento do portal O Tempo, a troca das informações nas redes sociais aconteceu na última sexta-feira, dia 13 de janeiro – quase duas semanas após o novo Governo assumir o Executivo Federal.
Neste mesmo dia, o STF (Supremo Tribunal Federal), aceitou o pedido feito pela PGR (Procuradoria-Geral da República) para investigar se Bolsonaro incitou os atos de vandalismo registrados em Brasília.