O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) deu uma goleada no petista Fernando Haddad no segundo turno de 2018 em Santa Catarina. Conquistou 75,92% dos votos contra apenas 24,08%. E venceu o petista em 266 municípios catarinenses.
Bolsonaro e a adesão de partidos em Santa Catarina – Foto: Isac Nóbrega/PR/NDCandidato à reeleição, conseguirá o atual presidente repetir a mesma performance? Muito dificilmente. Salvo se o maior adversário foi, outra vez, um poste, se a economia sair da atual conjuntura crítica, e se a pandemia tiver sido superada pela vacinação.
Há, portanto, vários fatores imponderáveis. Mas há, igualmente, fatos novos na política, como sinais de adesões importantes, e a na gestão pública, os excelentes resultados das estatais e numa coleção inédita de grandes e impactantes obras em execução e já inauguradas, principalmente, no nordeste e no norte.
SeguirA conferir, em primeiro lugar, em que partido Bolsonaro vai se filiar. Seja no PP ou no PL, ficará numa linha de centro-direita, sem os prejuízos e marcas do direitista PSL que o elegeu. Impossível não considerar que os dois partidos tem a principal liderança parlamentar e o mais experiente político(Esperidião Amin) e o mais ativo e produtivo senador, premiado em avaliações técnicas do Senado (Jorginho Melo).
Há, além disso, siglas pequenas, como o Republicanos, que não podem ser desconsideradas numa hipotética coligação.
Outras duas realidades partidárias distintas que se somariam a futuras incorporações. O prefeito de Blumenau, Mário Hildebrandt, é um dos líderes do Podemos. Mas avisou que está fechado com Bolsonaro, fruto da votação no Vale. E se depender do prefeito de Chapecó, João Rodrigues, o seu PSD, também apoiará Bolsonaro com todas as forças.
O presidente perdeu muitos eleitores e provavelmente não repetirá a votação de 2018. Mas continua sendo o mais forte no Estado.