A campanha eleitoral está ficando cada vez mais estratégica e articulada para os principais candidatos à presidência. Com o calendário apertado, faltando apenas 18 dias para as eleições, o presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL), e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), adotaram medidas estratégicas semelhantes para tentar garantir o primeiro turno.
Jair Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) adotaram medidas estratégicas semelhantes nesta semana para tentar diminuir suas rejeições. – Foto: Reprodução/NDOs dois candidatos irão concentrar esforços em regiões onde já são conhecidas pelo alto número de rejeição para cada um dos cenários. O petista virá para Sul, enquanto o candidato do PL aposta no Nordeste. As informações são do portal Extra.
Para garantir os votos, os candidatos planejam discursos direcionados para atrair o apoio de segmentos em que aparecem em desvantagem.
SeguirNa última semana, durante um discurso, Bolsonaro deu o tom da estratégia traçada, citando casos de corrupção durante as gestões do PT e de obras não finalizadas. “Uma obra que era para ter sido concluída há 10 anos, lá em 2012, mas quem estava administrando essa obra pensava apenas em desviar dinheiro, e não água para o seu povo” disse Bolsonaro.
O discurso deve se repetir no sábado (17), em Pernambuco, Estado onde Lula nasceu. Na parte da manhã, Bolsonaro participa de uma motociata em Caruaru e depois segue para Garanhuns, cidade natal de Lula, onde participa de uma Marcha para Jesus.
Já Lula, fará visita à região Sul do país. A passagem de Lula na região, onde o presidente Bolsonaro ganhou nos três Estados em 2018, seria uma tentativa de quebrar resistências entre dois blocos importantes da rejeição do petista: classe média e moradores do Sul.
Lula estará em Porto Alegre na sexta-feira(16), Curitiba no sábado (17), e Florianópolis no domingo (18).
Em Porto Alegre, o ex-presidente falará sobre aumento do custo de produção para o agricultor, citará o preço do diesel, alta dos juros para custeio da produção agrícola e a diplomacia internacional de Bolsonaro.
Lula também está de olho no voto útil na base do PDT gaúcho, com o discurso de que falta pouco para vencer no primeiro turno. Uma das estratégias petista nesta reta final da campanha é mudar o voto de eleitores de Ciro Gomes (PDT).
“Queremos consolidar o voto com o povo e dialogar com a classe média e o eleitor mais ao centro, convencê-lo a não entrar novamente na barca furada que é Bolsonaro. A opção de segundo turno beneficia Bolsonaro. É importante fazer resgate do que foi os governos do Lula, mas também falar do futuro, de proposta, emprego e comida”, afirma o deputado federal Elvino José Bohn Gass (PT-RS).
**Com informações do portal Extra.