Bolsonaro volta a questionar segurança e confiabilidade do sistema eleitoral

Segundo o presidente, as pesquisas eleitorais de intenção de voto não refletem a realidade

Estadão Conteúdo Brasília e São Paulo

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a questionar, durante transmissão semanal ao vivo nesta quinta-feira, 22, a segurança e confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro. “Por que o ministro do STF Luís Roberto Barroso vai para dentro do Congresso Nacional se reunir com lideranças partidárias dizendo que as urnas são plenamente confiáveis? Se são, dá um tapa na minha cara”, desafiou Bolsonaro. “Vamos aprovar o voto impresso auditável juntamente com a contagem pública dos votos.”

Bolsonaro mais uma vez adiou a apresentação de provas sobre fraude nas eleições – Foto: Divulgação/NDBolsonaro mais uma vez adiou a apresentação de provas sobre fraude nas eleições – Foto: Divulgação/ND

Sob pretexto de “evitar problemas”, defendeu a aprovação da PEC de autoria da deputada Bia Kicis (PSL-DF) que implementaria o voto “auditável” nas eleições presidenciais. A proposta chegou a começar a ser discutida na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, porém foi retirada de pauta diante da iminência de ser derrotada pelos parlamentares do colegiado.

Bolsonaro mais uma vez adiou a apresentação de provas sobre fraude nas eleições, e disse que “com toda certeza” as apresentaria na quinta-feira (29) da próxima semana.

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Segundo o presidente, as pesquisas eleitorais de intenção de voto não refletem a realidade e ainda que os institutos de pesquisa se aproximem do resultado final das eleições, este seria resultado de fraude. “Com toda a certeza, a desconfiança que traz para a população é que esse porcentual de intenção de votos vai ser acertado, vai ser convalidado depois lá entre meia dúzia de servidores do TSE”, afirmou durante transmissão semanal ao vivo.

Para o presidente, eleições são uma questão de segurança nacional. Bolsonaro também reforçou que passaria a faixa presidencial a qualquer um que ganhe em eleições limpas. “Tem que haver eleição. Tem que haver voto. Mas eleição transparente. Não queremos desconfiança.”

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