Câmara de Florianópolis rejeita moção de repúdio à visita de Nicolás Maduro ao Brasil

Nicolás Maduro teve reunião no dia 29 de maio, com 11 presidentes sul-americanos em Brasília, no Palácio do Itamaraty

Redação ND Florianópolis

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A Câmara Municipal de Florianópolis rejeitou, nesta terça-feira (20) moção de repúdio à visita de Nicolás Maduro. O presidente da Venezuela esteve no Brasil durante a Cúpula de Líderes da América do Sul. Ele foi recebido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Nicolás Maduro esteve no Brasil em visita oficialCerimônia de chegada do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, por ocasião de sua visita oficial ao Brasil – Foto: RICARDO STUCKERT/ND

A maioria dos vereadores rejeitou a proposta apresentada pelo partido Novo. O placar foi de oito votos contrários, quatro favoráveis e três abstenções.

Veja como cada vereador votou

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  1. Adraninho Flor – Não estava presente
  2. Afrânio Tadeu Boppré – Contrário
  3. Bericó – Não estava presente
  4. Carla Avres – Contrário
  5. Cíntia Mandata Bem Viver – Contrário
  6. Claudinei Marques – Abstenção
  7. Dalmo Meneses – Abstenção
  8. Diácono Ricardo – Favorável
  9. Edinon Manoel da Rosa – Contrário
  10. Gabriel Meurer – Favorável
  11. Gilberto Pinheiro (GEMADA) – Não estava presente
  12. Jeferson Richter Backer – Favorável
  13. João Cobalchini – Presidente
  14. João Luiz – Contrário
  15. Josimar Pereira – Não estava presente
  16. Maikon Costa – Contrário
  17. Manoella Vieira da Silva – Não estava presente
  18. Marcos Leandro da Silva – Favorável
  19. Maryanne Mattos – Não estava presente
  20. Priscila Fernandes – Contrário
  21. Renato da Farmácia – Abstenção
  22. Roberto Katumi Oda – Não estava presente
  23. Tânia Ramos – Contrário

Nicolás Maduro repudiado

O incômodo com o encontro também foi demonstrado pelo senador Jorge Seif (PL-SC), que criticou a recepção de Nicolás Maduro com honras de chefe de Estado durante pronunciamento no Senado Federal.

“Me envergonho, repudio, e quero dizer, enquanto catarinense, e tenho certeza que sou voz aqui de milhões de brasileiros, e da grande maioria dos brasileiros, que esse cidadão é persona non grata no território brasileiro. E não é isso que nós queremos do presidente Lula. Não queremos essas amizades. Não queremos essas parcerias”, disse Seif.

Ao voto de repúdio de Seif somou-se o que foi apresentado pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE), na mesma linha.

A reunião aconteceu no dia 29 de maio, com 11 presidentes sul-americanos em Brasília, no Palácio do Itamaraty. Lula disse que não foi um encontro de um grupo de amigos, mas de líderes de países em busca de uma coordenação regional.

“O fato de ter dois presidentes que não concordaram, não sei em que jornal eles leram. Eu disse que aqui não foi convocada uma reunião de amigos do Lula. Foi convocada uma reunião de presidentes para construir um órgão dos países”, afirmou à época.

A declaração foi uma resposta aos questionamentos sobre divergências que vieram à tona com outros presidentes, como o do Chile, Gabriel Boric, e o do Uruguai, Luis Lacalle Pou. Ambos criticaram a Venezuela por violações de direitos humanos e enfraquecimento da democracia.

Nicolás Maduro, presidente da Venezuela – Foto: Prensa Presidencial/Fotos Públicas/NDNicolás Maduro, presidente da Venezuela – Foto: Prensa Presidencial/Fotos Públicas/ND

“Pluralidade do encontro”

Questionado sobre as divergências durante uma entrevista coletiva após a cúpula, Lula ressaltou a pluralidade do encontro. “O fato de o cidadão ter o direito de falar mal e de discordar, é tudo que me interessa”, respondeu.

“Nicolás Maduro faz parte deste continente nosso. Houve muito respeito com a participação do Maduro. Ninguém é obrigado a concordar com ninguém. É assim que a gente vai fazendo”, acrescentou o presidente.

Ele ainda fez uma fala em defesa do respeito à soberania dos países e criticou o que classificou como pesos diferentes que se dão a regimes tidos como autoritários.

“Sempre defendi a ideia de que cada país é soberano para decidir modelo político, coisas internas. A mesma exigência que o mundo faz para a Venezuela, não faz para a Arábia Saudita. É muito estranho. Eu quero que a Venezuela seja respeitada. Quero isso para o Brasil e o mundo inteiro”, defendeu.

*Com informações da Agência Brasil

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