Câmara de SP cassa mandato de vereador por racismo; veja detalhes

Parlamentar respondia a processo na Câmara por racismo desde maio de 2022, quando a Corregedoria-Geral do Legislativo iniciou a análise do caso

Foto de Nayara Paiva, da Agência Record

Nayara Paiva, da Agência Record São Paulo

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A Câmara Municipal de São Paulo decidiu pela cassação, nesta terça-feira (19), do mandato do vereador Camilo Cristófaro (Avante) por unanimidade.

O parlamentar respondia a um processo por uma fala racista desde 19 de maio de 2022, quando a Corregedoria-Geral do Legislativo iniciou a análise do caso. As informações são do R7.

Racismo levou o vereador Camilo Cristófaro a julgamento e perda do mandatoParlamentar Camilo Cristófaro (Avante) foi cassado nesta terça (19) pela Câmara de São Paulo, acusado de racismo – Foto: Agência Brasil/ André Bueno

Racismo em discussão

O relatório foi votado nominalmente pelos parlamentares e seguiu a ordem alfabética. Foram registrados 47 posicionamentos a favor da perda do cargo, nenhum contrário e cinco abstenções.

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Segundo o Regimento Interno da Câmara, a denunciante — vereadora Luana Alves (PSOL) — e o acusado não puderam votar. A vereadora Ely Teruel (PODE) também se ausentou da votação.

Este é o primeiro caso na história da Câmara Municipal de São Paulo que um vereador perde o mandato por um ato de racismo.

Entenda o caso

Durante a reunião da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos Aplicativos de 3 de maio do ano passado, Cristófaro — que era o relator da comissão — participava dos trabalhos de forma remota. No decorrer das atividades, ele deixou o seguinte áudio vazar: “Eles arrumaram e não lavaram a calçada. É coisa de preto, né?”.

Após a fala, foram feitas representações cobrando a punição do parlamentar. A Corregedoria-Geral acatou os pedidos e iniciou a apuração.

Doze meses depois — em maio deste ano —, o plenário recebeu o parecer de admissibilidade e o aprovou, permitindo que o processo avançasse na Casa. O documento, então, retornou à Corregedoria para o vereador apresentar a defesa das acusações. Agora, em 19 de setembro de 2023, o relatório final foi votado pelos vereadores da Câmara.

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