Campanha eleitoral: saiba quanto receberam e gastaram os candidatos ao governo de SC

O levantamento foi realizado com base no sistema de divulgação de informações do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A maior parte das despesas foi com marketing eleitoral

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Redação ND Florianópolis

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Com 15 dias de campanha eleitoral oficial, os candidatos Carlos Moisés da Silva (Republicanos) e Décio Lima (PT) lideram o ranking de gastos na campanha declarados pelos candidatos em Santa Catarina.

Sistema de Divulgação de Candidaturas do TSE – Foto: Reprodução/NDSistema de Divulgação de Candidaturas do TSE – Foto: Reprodução/ND

O levantamento foi realizado com base no sistema de divulgação de informações do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A maior parte das despesas foi com marketing eleitoral.

Moisés informou (conforme relatório financeiro entregue no dia 27 de agosto) um gasto de R$ 1.825.286,64, sendo R$ 1,6 milhão, cerca de 89% das despesas, com publicidade em materiais impressos e por adesivos.

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Já Décio declarou custo de R$ 1,050 milhão, sendo R$ 1 milhão com produção de programas de rádio e televisão com a empresa Maqyna Audivisual e R$ 50 mil com o Facebook para impulsionamento (anúncios) de conteúdo eleitoral na internet. O último relatório financeiro do candidato foi registrado no dia 25 de agosto.

O candidato Odair Tramontin (Novo) declarou gasto, até o momento, de R$ 102.111,60 com R$ 98.350 (96,32%) direcionado para publicidade com materiais impressos e adesivos. O relatório financeiro é do dia 25 de agosto.

Gean Loureiro (União) declarou despesas de R$ 59.800 direcionadas para prestação de serviços referentes a atividades de militância e mobilização de rua e para impulsionamento de conteúdo eleitoral na internet.

Os demais candidatos não apresentaram nos relatórios financeiros os seus gastos financeiros. Os candidatos Leandro Borge (PCO) e Ralf Zimmer (Pros) não estão inclusos no sistema, porque segundo à Justiça Eleitoral não apresentaram prestação de contas.

Doações privadas

Moisés e Tramontin lideram recebimento de doações privadas. O candidato à reeleição já arrecadou cerca R$ 1,6 milhão em recursos privados.

Com destaque para as doações do empresário de Criciúma, Ricardo Minatto Brandão, presidente do conselho da Brametal, que fabrica estruturas metálicas, com a doação de R$ 1 milhão, e do dono da Delupo Ferragens, Alexandro Willemann da Silva, que doou R$ 500 mil.

Moisés recebeu também R$ 100 mil do bilionário do agronegócio, Rubens Ometto Silveira Mello, presidente do grupo Cosan.

Tramontin recebeu doação R$ 100 mil de pessoas físicas, o que equivale a 70,26% de recursos recebidos. As maiores doações privadas vieram dos empresários Jacinto Silveira Florzino, Silvio Luiz da Paz e Christian Meyer, cada um doou R$ 10 mil.

Fundo partidário e Fundão

Até o momento, Jorginho Mello é o que informou o maior recebimento de verba pública de campanha, R$ 6 milhões do fundo partidário do PL.

Fundo Eleitoral – Foto: Reprodução/Ranking dos Políticos/NDFundo Eleitoral – Foto: Reprodução/Ranking dos Políticos/ND

Gean Loureiro aparece em segundo lugar com recebimento de R$ 3,3 milhões vindos do FEFC (Fundo Especial de Financiamento de Campanha), mais conhecido como Fundo Eleitoral ou Fundão, fundo público destinado ao financiamento das campanhas eleitorais dos candidatos.

O candidato Esperidião Amin (PP) aparece em seguida com o recebimento de R$ 2,3 milhões vindos do fundo eleitoral. Décio Lima também declarou ter recebido, até o momento, R$ 1,2 milhão do FEFC. Carlos Moisés recebeu R$ 260 mil do fundo partidário dos Republicanos.

Entre os candidatos ao Senado, até o momento, seis declararam o recebimento de recursos do fundo eleitoral: Dário Berger (PSB) com R$ 2,2 milhões; seguido de Jorge Seif Junior (PL) com R$ 2 milhões; Raimundo Colombo (PSD) com R$ 700 mil; Afrânio Boppré (Psol) com R$ 451.886,48; Kennedy Nunes (PTB) com R$ 100 mil e Gilmar Salgado (PSTU) com R$ 6 mil.

Apesar de as empresas terem sido proibidas de fazer doações a políticos e candidatos a partir de 2015, o financiamento empresarial continua de pé, em menor volume, por meio de contribuições feitas por executivos das companhias.

Mesmo sem incluir as doações privadas, essa será a eleição mais cara da história do país, com o direcionamento aos candidatos de cerca de R$ 6 bilhões em verba pública, além de renúncia fiscal de cerca de R$ 740 milhões pela veiculação da propaganda eleitoral no rádio e na TV.

A verba pública é distribuída, na quase totalidade, de acordo com o peso dos partidos no Congresso.