A candidata a vice-governadora pela chapa de Décio Lima (PT), Bia Vargas (PSB), foi entrevistada pela apresentadora Márcia Dutra no SC no Ar desta quinta-feira (6). A empreendedora teve 10 minutos para se apresentar e falar sobre as propostas de governo.
Bia Vargas foi candidata à vice-prefeita na cidade de Içara, nas eleições de 2020. – Foto: Divulgação“Nós temos propostas muito claras referentes à violência, de delegacias 24 horas, com um efetivo feminino — que é muito importante que agente tenha para acolher essa mulher no momento da denúncia; casa de acolhimento para tirar essa mulher do local de violência e trazê-la para um ambiente seguro, onde ela consiga recomeçar a sua vida”, avalia a candidata.
Em relação às leis, ela acredita que é necessário ter uma parte do judiciário voltada exclusivamente para julgar as questões de violência doméstica.
“É um foco que eu tenho muito dentro de mim, até por motivos pessoais, que já fui vítima de violência doméstica. Eu compreendo muito a complexidade de como ela atinge a nossa vida”, diz.
Além disso, Vargas diz que há municípios no Estado com suas próprias leis, que impedem homens condenados por violência doméstica de assumir cargos de confiança ou se candidatar em concursos públicos, por exemplo.
Para que as leis sejam cumpridas, a celeridade é necessária, avalia a empresária. “Se a gente não tiver esse julgamento em tempo hábil, essa lei não é possível de ser aplicada. Então, a gente precisa que o judiciário tenha velocidade quanto a isso e claro, atuar dentro da educação”, destaca. “A gente precisa parar de produzir jovens, homens que agridem e que matam as mulheres.”
Unificação da saúde
A candidata defende que todos os catarinenses tenham acesso assegurado à saúde e explica como a chapa, se eleita, pretende implementá-la.
“Nós temos dentro do nosso plano o Sistema Único de Saúde catarinense, para que a gente possa unificar os hospitais municipais, estaduais e filantrópicos e, a partir disso, diminuir as filas de cirurgia eletivas, de exames e de tratamentos tão importantes”, diz.
Assim, por meio da unificação dos hospitais, ela acredita que é possível também unificar as demanda e as necessidades, tornando o tempo de assistência mais rápido.
Maternidade e geração de empregos
A candidata é mãe de Hugo, de 5 anos. Ela afirma que seu nascimento deu a inspiração necessária para empreender e que, no Brasil, “empreender naõ é um sonho, mas uma necessidade”, especialmente para as mães, que precisam garantir o sustento da família.
“A partir da maternidade começam as dificuldades de creche, de saúde. Hoje nós temos dados de que 50% das mulheres acabam perdendo o seu emprego na volta da licença maternidade, então a grande maioria das pequenas e microempreendedoras são mães.”
A partir de sua experiência, ela pensa em como garantir mão de obra especializada no Estado para diminuir o desemprego.
“No nosso plano de governo, temos um estudo dentro das 21 microrregiões que a gente quer contemplar com instituto estadual, que vai ter a educação gratuita e integral, juntamente com a formação de mão de obra que converse com a vocação daquela microrregião em diálogo junto com as empresas.”
Assim, em contato com as empresas e os institutos, segundo a candidata, será possível oferecer cursos voltados ao setor produtivo de determinada região.
Valorizar professores
Em relação à educação básica, Vargas diz que é preciso contemplar os professores com capacitação e um plano de carreira, para valorizá-los.
“Precisamos aplicar as leis que temos no país, por exemplo a Lei 1.639, que fala sobre a história e a cultura afro-brasileira, porque a gente acredita que a partir disso, com educação e com a informação, também eliminar do estado de Santa Catarina, o número que é muito alarmante de injúria racial.”
“A partir da informação que a gente coloca na escola, junto dos nossos alunos, a gente vai aos poucos eliminando tantas dores”, opina.