A candidata a vice-governadora pela chapa de Jorginho Mello, Marilisa Boehm (PL), foi entrevistada pela apresentadora Márcia Dutra no SC no Ar desta quarta-feira (5). A delegada teve 10 minutos para se apresentar e falar sobre as propostas de governo da chapa.
Jorginho Mello e a candidata a vice-governadora delegada Marilisa – Foto: Bruna Stroisch/ND“Sou natural de Joinville, fundei a Delegacia da Mulher na década de 1990. Posteriormente, fui nomeada delegada regional, primeira mulher comandante da Polícia Civil da maior cidade do estado, Joinville, e mais cinco cidades. Construí sete delegacias na minha região. Sempre batalhei pela Justiça, pelas mulheres, crianças e adolescentes e idosos, sempre pelos fracos e pelos mais subjugados. (…) Sempre trabalhei com causas sociais e acredito no nosso povo”, contou Marilisa.
Segundo a candidata, um dos pontos centrais da proposta de governo da chapa é trabalhar pelo bem-estar da população: “Quando me convidou, [Jorginho Mello] salientou que quer trabalhar em prol do bem-estar das pessoas. Fiquei apaixonada pelo plano de governo dele, pelas propostas que ele tem para os catarinenses, tanto na saúde, como na educação, como na segurança pública, que eu faço parte. Já falei para ele, quando eu aceitei o convite, que eu faria parte do governo, sim, mas não como uma figura decorativa. Estarei ao lado dele, trabalhando, trazendo sugestões.”
A delegada relembrou a carreira na Polícia Civil e destacou sua experiência como algo positivo para propor melhorias na área da segurança. “Eu tenho 30 anos como policial civil, conheço bastante dessa área. Quando eu estive a frente da delegacia, eu sempre tomei conhecimento dos problemas dos munícipes da minha cidade, da minha região. Eles não só me traziam problemas relacionados à agressão física, moral ou psicológica, como também traziam problemas da cidade, como segurança, saúde, ruas, pontes”, lembrou.
“Agora, tenho a grande oportunidade de estar presente e conseguir realizar alguma coisa para o meu povo, o que como delegada de polícia eu tinha uma limitação. Eu era ouvida, mas as coisas não se tornavam realidade”, acrescentou Marilisa.
Márcia Dutra questionou a candidata sobre o alto índice de feminicídios no Estado. O relatório do Sisp (Sistema Integrado de Segurança Pública) registrou, entre janeiro e julho deste ano, 335 homicídios, uma média de 1,5 morte por dia. Desses casos, 31 foram tipificados como feminicídio.
De acordo com a candidata, a proposta da chapa é aumentar “o número de policiais. Nesse último governo, não foi feito nenhum concurso, não foi valorizado o policial que tá na rua, que precisa de um incentivo, e também aumentar o número de delegacias especializadas nas grandes cidades e nas pequenas localidades nós faríamos um setor de atendimento à mulher. Por menor que seja a delegacia, ela deverá ter uma porta com uma psicóloga, uma delegada de polícia ou uma escrivã que seja devidamente treinada para dar esse acolhimento”.
“Nós temos vários projetos, inclusive de bips, para que a mulher que esteja com uma medida protetiva possa acionar a Polícia Militar, para que ela tenha a sua segurança realmente assegurada, que hoje ela não tem”, explicou a delegada.
Marilisa também comentou a saída temporária de presos dos estabelecimentos prisionais: “Sou extremamente contra, porque uma vez que a pessoa cometeu um crime, ela teve seus direitos cassados. Então, ela tem que permanecer presa. (…) Sou a favor de preso dentro do presídio, trabalhando, estudando, para sair de lá qualificado, para que ele possa ser absorvido no meio da cidade, tendo capacidade para poder exercer alguma profissão”.
Márcia Dutra também ressaltou as dificuldades enfrentadas por importantes hospitais da região Norte do Estado, de onde a candidata é natural, e perguntou quais seriam as propostas de governo para sanar esses problemas. Segundo a delegada, “Jorginho se comprometeu a pagar 50% dos gastos com a folha de pagamento do Hospital São José até que possa equipar todos os hospitais do Estado”.
Já na área da educação, conforme Marilisa, o candidato Jorginho Mello “já vem estudando há três anos o Estado, todas as reservas que Santa Catarina tem. Então, quando ele fala que vai fazer faculdade gratuita através da Acafe (Associação Catarinense das Fundações Educacionais), vocês podem ter certeza que ele já tem os dados e ele sabe que é possível fazer e nós faremos”.
Confira a entrevista completa no vídeo.