A menos de duas semanas das eleições, os candidatos a governador de Santa Catarina estiveram em Joinville, no Norte do Estado, falando sobre as propostas para a região em um painel promovido por entidades empresariais na noite de segunda-feira (1).
Painel reuniu oito dos dez candidatos a governador em Joinville – Foto: Gladionor Ramos/NDTVO evento aconteceu no Salão Nobre da Acij (Associação Empresarial de Joinville), com a participação da Acomac (Associação dos Comerciantes de Material de Construção), Ajorpeme (Associação de Joinville e Região de Pequenas, Micro e Médias Empresas) e CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas de Joinville).
No painel, cada candidato teve dez minutos para apresentar os projetos previstos para estimular o desenvolvimento do setor produtivo em todo o Estado e os compromissos para melhorar a qualidade de vida da população de Joinville e região.
SeguirVeja o que disse cada candidato sobre as propostas para Joinville:
Carlos Moisés (Republicanos): “Não são propostas, são a continuidade do que a gente já está fazendo por Joinville. A cidade recebe mais de R$ 600 milhões pra aplicar no Plano 1000, já temos algumas obras em andamento. Temos projetos de infraestrutura importantíssimos, além de já termos investido mais de R$ 1 bilhão na região como um todo. Temos propostas importantes como uma rodovia entre a SC-108 e a BR-101, que sai do contorno rodoviário de Biguaçu até Joinville, uma obra de R$ 6 bilhões”.
Décio Lima (PT): “Não se pode imaginar um governador governar sem Joinville e o Norte. Quero modificar a forma e o modelo que o Estado vem sendo governado justamente para incluir as 21 microrregiões de Santa Catarina. Meu gabinete será aqui, junto com os empresários, setores produtos e trabalhadores”.
Esperidião Amin (PP): “A prioridade absoluta do governo para Santa Catarina e para a região é educação, especialmente a tralha profissionalizante no ensino médio. Na logística, vamos colocar dinheiro estadual na BR-280 e vamos agilizar os projetos portuários da região. Vamos investir muito na saúde e resolver de maneira honesta a questão do Hospital Municipal São José”.
Gean Loureiro (União Brasil): “Primeiro, valorização e respeito com a cidade mais populosa de Santa Catarina e a economicamente mais importante. Vamos dar atenção ao Hospital Municipal São José, que é municipal, arcado exclusivamente pelo joinvilense, e que precisa ter o apoio do governo do Estado no custeio da folha. Mais infraestrutura para a região, uma atenção às escolas com qualificação no ensino médio preparando pra empregabilidade, entrar nas empresas, e desenvolvimento econômico pujante pra ampliar ainda mais a força de Joinville”.
Jorge Boeira (PDT): “Pode esperar um fortíssimo trabalho na mobilidade urbana, apoio ao Hospital Municipal São José no sentido de que possamos torná-lo um hospital estadual ou de conseguirmos discutir o tema do financiamento das despesas do hospital ajudando na folha de pagamento. Quero assumir o compromisso de construir o prédio da UFSC em Joinville”.
Jorginho Mello (PL): “Eu eleito governador, Joinville ganha uma senadora da República, dona Ivete, e uma vice-governadora, delegada Marilisa. Tenho compromisso com o prefeito Adriano de dividir com ele a despesa do Hospital Municipal São José. Hoje, o hospital come metade da arrecadação da prefeitura e eu vou permitir que ele consiga investir em obras de infraestrutura. Vou duplicar os dois acessos, vou fazer com que a saúde daqui funcione melhor, esse é um dos meus compromissos”.
Odair Tramontin (Novo): “A começar por dar liberdade econômica, tirar o peso do Estado da frente de quem produz e empreende. Isso com gestão qualificada, de pessoas certas nos lugares certos, nós vamos poder avançar em questões que envolvam os problemas graves de infraestrutura, de segurança e especialmente de qualificação de mão de obra. Porque à medida em que qualificarmos a mão de obra, a cidade se desenvolve e os ambientes econômicos ficam mais caros e promissores”.
Ralf Zimmer (PROS): “Joinville e região Norte estão com os mesmos problemas das demais regiões, saúde em péssima qualidade, infraestrutura com sérias dificuldades, escolas públicas em estado petição de miséria e nós precisamos rever isso com um modelo de gesta mais eficiente, reduzindo prédios públicos, contratos de locações, para que tenhamos receita maior sem aumentar impostos e reverter isso para a sociedade joinvilense e Norte do Estado”.
Os candidatos Alex Alano (PSTU) e Leandro Borges (PCO) não estiveram no evento, já que foram convidados apenas os oito candidatos cujos partidos têm mais de cinco representantes no Congresso Nacional.
Os candidatos ao governo de Santa Catarina voltam a debater propostas no próximo sábado (24), às 13h25, quando participaram do debate promovido pela NDTV Record TV.
*Com informações de Maikon Costa, repórter da NDTV Joinville.