Capenga e constrangedora; CPI da Pandemia foi só para sangrar Bolsonaro, diz senador de SC

Jorginho Mello disparou contra Renan Calheiros e seus pares, que barraram investigação de Estados e municípios, deixando de responder questões como a compra dos respiradores de Santa Catarina

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Prevista para terça-feira (19), a apresentação do relatório final da CPI da Pandemia no Senado foi adiada. A decisão é do presidente Omar Aziz (PSD-AM) para que o relator, Renan Calheiros (MDB-AL) possa apresentar o documento ao G7, grupo de senadores que fazem dura oposição ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Senador Renan Calheiros vai apresentar relatório da CPI primeiro ao G7 – Foto: Edilson Rodrigues/Divulgação/NDSenador Renan Calheiros vai apresentar relatório da CPI primeiro ao G7 – Foto: Edilson Rodrigues/Divulgação/ND

Às vésperas da conclusão dos trabalhos na CPI da Pandemia, o senador catarinense Jorginho Mello (PL) voltou a classificar a comissão como CPI do Circo.

Disse que limitar as investigações ao governo federal “confessou” a motivação política para “sangrar” o presidente Jair Bolsonaro. Ao não investigar os Estados e os municípios, os senadores fizeram “um trabalho capenga e constrangedor”, disse Jorginho.

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Ao lembrar que a União enviou bilhões de reais em recursos públicos para Estados e municípios, o senador Jorginho Mello questionou o destino do dinheiro, citando episódios de “compras fraudulentas, empresas de fachada e afastamentos de governadores”.

Jorginho cita o episódio catarinense, da compra dos respiradores, em que “o dinheiro não voltou aos cofres e os responsáveis não foram apontados”.