O celular do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi apreendido durante a Operação Venire da PF (Polícia Federal), na manhã desta quarta-feira (3).
Celulares de Bolsonaro e Michelle são apreendidos durante operação – Foto: Alan Santos/PR/Divulgação/NDA operação investiga a inserção de dados falsos de vacinação contra a Covid-19. Segundo a revista Veja, os agentes estiveram na casa de Bolsonaro, que terá que depor ainda nesta quarta.
A informação preliminar era de que o celular da ex-primeira dama, Michelle Bolsonaro, também havia sido apreendido, mas ela se manifestou em seu perfil do Twitter negando a informação.
Seguir“Hoje a PF fez uma busca e apreensão na nossa casa, não sabemos o motivo e nem o nosso advogado não teve acesso aos autos. Apenas o celular do meu marido foi apreendido”, esclareceu Michelle.
Ela diz, ainda, que ficou sabendo do motivo da apreensão ser a suspeita de “falsificação de cartão de vacina do meu marido e de nossa filha Laura” apenas pela imprensa. Michelle detalha que apenas ela foi vacinada.
Hoje a PF fez uma busca e apreensão na nossa casa, não sabemos o motivo e nem o nosso advogado não teve acesso aos autos.
Apenas o celular do meu marido foi apreendido.
Ficamos sabendo, pela imprensa que o motivo seria "falsificação de cartão de vacina" do meu marido e de nossa… pic.twitter.com/uOZsolEqNz— Michelle Bolsonaro Infos (@MichelleBolso22) May 3, 2023
A PF também prendeu o ex-ajudante de ordens do ex-presidente, o tenente-coronel Mauro Cid, e outros dois seguranças. Conforme a corporação, são cumpridos 16 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva, em Brasília e no Rio de Janeiro. Além disso, serão realizadas a análise dos materiais apreendidos e a oitiva de pessoas.
Os fatos investigados configuram em tese a infração de medida sanitária preventiva, associação criminosa, inserção de dados falsos em sistemas de informação e corrupção de menores.
Em nota, as autoridades informaram que as alterações nos cartões ocorreram de novembro de 2021 a dezembro de 2022 e tiveram “como consequência a alteração da verdade sobre fato juridicamente relevante, qual seja, a condição de imunizado contra a Covid-19 dos beneficiários”.
O nome da operação tem origem no princípio “Venire contra factum proprium”, que significa “vir contra seus próprios atos” ou “ninguém pode comportar-se contra seus próprios atos”. Este princípio é base do Direito Civil, que impede comportamentos contraditórios de alguém.