Chuva que destruiu cidades de SC seria ‘criação’ do Projeto Haarp, diz teoria da conspiração

Projeto alvo constante de teorias conspiratórias não consegue atuar nas camadas da atmosfera que produzem chuvas

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Redação ND Florianópolis

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Uma manifestante trouxe à tona recentemente um velho conhecido das teorias conspiratórias nos Estados Unidos: o projeto de pesquisa Haarp. Neste novo episódio, o projeto foi ‘acusado’ de provocar as chuvas que assolam o Brasil e que provocaram graves estragos em Santa Catarina. O argumento é de que o objetivo seria desmobilizar as manifestações que ocorrem no país.

No entanto o projeto sediado no Alaska (Estados Unidos) não tem potencial de interferir no tempo. Pesquisas e ações realizadas pelo Haarp atuam na ionosfera ou termosfera – camada atmosférica bem acima das troposfera e estratosfera, associadas ao clima.

Manifestante acusa projeto Haarp de interferir nas chuvas que também afetam SCProjeto Haarp no Alaska (EUA) – Foto: JR Ancheta/Universidade do Alaska, em Fairbanks/Divulgação/ND

“Os caras [pesquisadores] estão mandando chuvas. São poucos hoje que não sabem o que são antenas Haarp”, afirma a mulher, que não se identifica no vídeo. A gravação que viralizou – realizada na última quinta-feira (24) – nas redes sociais foi realizada no ato em frente ao Comando Militar do Sudeste, em São Paulo.

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“A gente sabe o que é (sic) antenas Haarp e que essa chuva e esse tempo não é por causa de aquecimento global ou peido de vaca”, conclui. O vídeo, gravado ao mesmo tempo que o Brasil vencia a Suiça na Copa, foi publicado no Youtube.

O Projeto Haarp

O projeto conta com um transmissor de alta potência e diversas antenas, que operam com ondas de rádio. O Haarp teve início em 1993, instituído pela Força Aérea e Naval do Estados Unidos, segundo o site ofical. Hoje quem coordena é a Universidade do Alaska, em Fairbanks.

O objetivo é justamente estudar a camada da ionosfera onde transitam ondas de rádio Ela começa a cerca de 60 a 80 km de altitude e se estende acima de 500 km de altitude.

Segundo reportagem do portal Tecmundo, o estudo dessa camada da atmosfera “é importante para entender como as ondas de rádio, que viajam pelo mundo para tornar possível a comunicação entre longas distâncias, se comportam nessas regiões”. As tecnologias Wi-fi e internet móvel, por exemplo, são afetadas por essa camada.

Quais camadas afetam o tempo?

Conforme o Haarp, as ondas de rádios enviadas pelo transmissor não são absorvidas pela troposfera e estratosfera, que afetam o clima. “Como não tem interação, não tem como controlar o tempo”, destaca.

“O sistema Haarp é basicamente um grande transmissor de rádio. Ondas de rádio interagem com descargas elétricas , mas não interagem de forma significativa com a troposfera”, segue a explicação.

“As interações eletromagnéticas ocorrem apenas no […] acima de cerca de 60-80 km, [área] conhecida como ionosfera. A ionosfera é criada e continuamente reabastecida à medida que a radiação do sol interage com os níveis mais altos da atmosfera da Terra”, conclui.