O ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, cumpre esta semana roteiro em municípios do litoral catarinense. Iniciou quinta-feira em Joinville, depois de circular por Curitiba, participou de eventos em Itajaí e hoje cumpre agenda em Florianópolis. Às 14 horas vai conceder entrevista coletiva à imprensa.
Ciro concede coletiva hoje as 14h na Capital – Foto: DivulgaçãoNos encontros que manteve com pedetistas e entrevistas que concedeu, manteve a mesma estratégia desde o início desta quarta tentativa de conquistar a Presidência da República. Acionou a metralhadora contra Lula e Bolsonaro. Sinal mais que evidente que luta por ocupar os espaços intermediários: nem Bolsonaro e nem Lula. E dá-lhe ataques contundentes para tentar quebrar a polarização.
O plano, contudo, ainda não deu resultados, eis que Ciro Gomes continua batendo no teto de 10%. Se vai furar o limite, só o tempo dirá.
SeguirNum primeiro momento, as ofensivas contundentes de Ciro Gomes ferem muito mais Lula do que Bolsonaro. Por um motivo: Ciro tem autoridade moral e política para condenar Lula e Dilma, por ter sido ministro do lulopetismo e conhecer o interior do maior sistema de corrupção da história, como ele mesmo sentencia sempre. E por suas ligações com setores da esquerda. O prejuízo tende a ser menor para Bolsonaro, porque os fiéis eleitores do presidente, em sua maioria, muito dificilmente migrarão para o líder esquerdista.
Aqui em Santa Catarina, Ciro Gomes repetiu o discurso contra os dois candidatos, dirigido ao eleitorado jovem, na esperança de ver a pulverização dos dois candidatos, em especial e pelo tom, de Lula.
Inteligente, memória privilegiada e retórica forte, executa uma estratégia de risco na busca da terceira via.
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