O pré-candidato do PDT à presidência da República, Ciro Gomes, disse que a iniciativa conjunta do Ministério da Defesa e do comando das Forças Armadas de apresentar uma notícia-crime contra ele foi “ação política”.
Ciro criticou a atuação das Forças Armadas frente ao crime organizado na Amazônia e disse que a reação reflete o “grau de politização” do atual comando das Forças Armadas. As informações são do site Valor Econômico.
Pré-candidato do PDT à presidência da República Ciro Gomes – Foto: Reprodução/ YoutubeNesta sexta-feira (24), o pré-candidato disse em suas rede sociais que a “nota agressiva e intempestiva” das Forças Armadas descontextualiza declarações dele dadas em entrevista à rádio CBN sobre a realidade no Amazonas.
Seguir2. A nota, que mais uma vez explicita o grau de politização do atual comando das Forças Armadas, tenta distorcer a crítica que fiz ao notório descontrole que impera, em áreas da Amazônia, onde uma “holding do crime” age impunemente.
— Ciro Gomes (@cirogomes) June 24, 2022
“Em nenhum momento, disse que as Forças Armadas, enquanto instituições de estado, estariam envolvidas com essa holding criminosa”, afirmou na sequência o pré-candidato.
Notícia-crime a Augusto Aras
Através de nota divulgada nesta quinta (23), o ministério e os comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica afirmaram ter enviado a notícia-crime a Augusto Aras, procurador-geral da República.
O objetivo é que seja apurado o suposto cometimento dos crimes de “incitar, publicamente, animosidade entre as Forças Armadas, ou delas contra os poderes constitucionais, as instituições civis ou a sociedade” e “propalar fatos, que sabe inverídicos, capazes de ofender a dignidade ou abalar o crédito das Forças Armadas ou a confiança que estas merecem do público”. A nota cita os artigos 286 do Código Penal e 219 do Código Penal Militar.
Liberdade de expressão
Ciro Gomes diz ter exercido seu direito de liberdade de expressão “sem excesso ou qualquer discurso de ódio”, e sem desrespeitar a instituição. O pré-candidato escreve que “afirmei – e reafirmo – que frente à desenvoltura com que um tipo de estado paralelo age na área, é impossível não imaginar que alguns membros das forças de segurança possam estar sendo coniventes por dolo ou omissão”.