Bolsonaro segue na UTI após cirurgia de 12h; veja o estado de saúde do ex-presidente

Cirurgia de Bolsonaro removeu aderências que bloqueavam o intestino e reconstruiu a parede abdominal, após o ex-presidente sentir fortes dores

Foto de Beatriz Rohde

Beatriz Rohde Florianópolis

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Cirurgia de Bolsonaro para desobstrução intestinal durou 12h em BrasíliaCirurgia de Bolsonaro no domingo (13) foi a mais longa desde a facada em 2018 – Foto: Reprodução/Instagram/ND

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi submetido a 12 horas de cirurgia para desobstrução intestinal, no hospital DF Star, em Brasília, no domingo (13). Cláudio Birolini, chefe da equipe médica responsável pela cirurgia de Bolsonaro, informou nesta segunda-feira (14) que ele segue na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), sem previsão de alta.

Birolini ainda disse que o ex-presidente deve ficar internado por mais duas semanas pelo menos. A cirurgia de Bolsonaro terminou por volta das 21h e ele já acordou.

“O procedimento de grande porte teve duração de 12 horas, ocorreu sem intercorrências e sem necessidade de transfusão de sangue”, disse o boletim médico.

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A equipe cirúrgica também anunciou que Bolsonaro está “estável clinicamente, sem dor, recebendo medidas de suporte clínico, nutricional e prevenção de infecções”.

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    Michelle Bolsonaro informou que o procedimento foi longo porque o ex-presidente estava com muitas aderências no intestino - Reprodução/Instagram/ND
    Michelle Bolsonaro informou que o procedimento foi longo porque o ex-presidente estava com muitas aderências no intestino - Reprodução/Instagram/ND
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    Após cirurgia de Bolsonaro, quadro de saúde é estável - Reprodução/ND
    Após cirurgia de Bolsonaro, quadro de saúde é estável - Reprodução/ND
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    Bolsonaro passou mal e precisou ser internado às pressas em um hospital de Santa Cruz (RN) - Divulgação/ND
    Bolsonaro passou mal e precisou ser internado às pressas em um hospital de Santa Cruz (RN) - Divulgação/ND
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    O ex-presidente sentiu fortes dores abdominais enquanto cumpria agenda no Rio Grande do Norte - PL/Reprodução/ND
    O ex-presidente sentiu fortes dores abdominais enquanto cumpria agenda no Rio Grande do Norte - PL/Reprodução/ND

Nas redes sociais, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro agradeceu aos médicos: “Minha eterna gratidão a essa equipe médica extraordinária que, com precisão, competência e humanidade, conduziu as 12 horas de cirurgia do nosso capitão. O cuidado de vocês fez toda diferença”, escreveu.

Qual foi o motivo da cirurgia de Bolsonaro?

Bolsonaro passou mal na manhã da última sexta-feira (11), no Rio Grande do Norte, com fortes dores abdominais. Ele divulgava o projeto Rota 22 quando precisou ser levado para a emergência do Hospital Municipal Aluízio Bezerra, em Santa Cruz.

Segundo o PL, as dores são decorrentes da facada que o ex-presidente sofreu durante a campanha eleitoral em 2018. O deputado tenente-coronel Zucco (PL-RS) informou que Bolsonaro estava há três dias com obstrução intestinal.

“O ponto de início é a facada. Posteriormente, as outras cirurgias de reconstrução, todas elas têm um fator, um papel no quadro atual. O objetivo dessa cirurgia foi reverter todos esses fatores que poderiam contribuir para uma nova ocorrência”, esclareceu o médio Cláudio Birolini.

Cirurgia de Bolsonaro desfez aderências no intestino e reconstruiu parede abdominalA cirurgia de Bolsonaro, uma laparotomia exploradora, é feita quando exames de imagem não são suficientes para um diagnóstico – Foto: Divulgação/CentralX/ND

O ex-presidente foi encaminhado a Natal e transferido para Brasília no dia seguinte. Segundo o boletim médico divulgado na noite de domingo, a obstrução intestinal era resultante de uma sobra no intestino delgado, que dificultava o trânsito intestinal.

A cirurgia de Bolsonaro foi uma laparotomia exploradora, em que o abdômen é aberto para exame ou tratamento de órgão internos. Os médicos removeram aderências no intestino e reconstruíram a parede abdominal. O procedimento de grande porte foi o mais longo das seis aos quais o ex-presidente foi submetido desde a facada em 2018.