Na sua agenda no Sul do Estado, nesta terça-feira (6), o ex-governador Raimundo Colombo voltou a defender um posicionamento mais claro do seu partido, o PSD. Esta posição deve ser a de oposição ao atual governador Carlos Moisés. Ele tem insistido nisso, contrapondo com a realidade que tem hoje entre seus líderes o deputado Júlio Garcia, cujo homem de estratégia e confiança desenvolve o mesmo papel de fidelidade em favor de Moisés, o chefe da Casa Civil, Eron Giordani.
Raimundo Colombo falou de eleições 2022 com o prefeito Clésio Salvaro, de Criciúma. – Foto: Foto Alexandre LenziNo roteiro do Sul Colombo visitou prefeitos de cidades como Criciúma, onde o vice-prefeito Ricardo Fabris é do PSD. Na conversa de Colombo e Clésio Salvaro, o questionamento feito pelo ex-governador ao prefeito sobre a possibilidade deste em renunciar a prefeitura no ano que vem para disputar uma vaga em chapa majoritária nas eleições de 2022. Salvaro reagiu lembrando que este é um jogo de muita incerteza, fazendo Colombo lembrar o que fizera quando era prefeito de Lages e abriu mão de 33 meses de mandato para disputar a eleição estadual, mas teve que ser candidato a deputado federal em virtude das circunstâncias.
A resposta de Clésio Salvaro a Raimundo Colombo, sobre possível renúncia para disputar eleição estadual, foi ouvida pelo vice-prefeito Ricardo Fabris. Ficou parecendo um recado sem intermediário e que esfria possível ânimo de Fabris, que assumiria a prefeitura por mais de dois anos e meio se Salvaro fizesse mesmo uma aposta em voo mais alto.
SeguirEm Criciúma, base eleitoral de Júlio Garcia, o que mais se comenta é que Carlos Moisés pode transferir-se para o PSD, sendo uma opção para que o partido dispute as eleições do ano que vem com força de governo para que na pior das hipóteses construa uma forte bancada na Assembleia Legislativa.
Colombo nada disse, mas deve ter ouvido muitos raciocínios que não afinam com o que ele pensa para a caminhada do PSD.