Com maior bancada, PL quer a presidência da Alesc

Atual 1º vice-presidente da Casa busca apoio do partido para comandar o Legislativo

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Interino: Paulo Rolemberg

A escolha só ocorre em janeiro do ano que vem, mas nos bastidores, mesmo antes da decisão do segundo turno das eleições para o governo do Estado e do país, os deputados e deputadas eleitos e reeleitos já começaram as articulações para a presidência da Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina).

Palácio Barriga Verde, em Florianópolis, sede do Legislativo estadual – Foto: Carlos kilian/Agência Alesc/NDPalácio Barriga Verde, em Florianópolis, sede do Legislativo estadual – Foto: Carlos kilian/Agência Alesc/ND

O PL, que terá 11 representantes, formando a maior bancada no Legislativo estadual, com mais de 25% de representação, parece disposto a ter o comando da Casa, fazendo jus ao reivindicar o cargo.

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Internamente, o nome mais forte por enquanto é o do deputado Maurício Eskudlark, atual 1º vice-presidente da Alesc. As conversações deverão ocorrer de maneira mais intensa após o segundo turno eleitoral.

Na semana passada, Jorginho Mello (PL), candidato do partido ao governo do Estado que está no segundo turno, pediu aos deputados eleitos pelo partido foco total na eleição para assegurar a conquista do governo.

A meta é buscar os votos dos eleitores que não foram às urnas no dia 2. Foram mais de 18% de abstenções em Santa Catarina, votos que podem ser decisivos neste momento.

Fontes dentro do partido apontam Eskudlark como experiente e conciliador. Vale lembrar que dentro do PL , no ano passado, houve uma disputa entre os deputados Eskudlark e Marcius Machado pela vice-presidência. Depois de não haver acordo entre ambos, acabou o primeiro vencendo no voto em plenário.

Dentro do PL, outro que demonstrou interesse em estar na Mesa Diretora da Alesc é o também experiente deputado Nilso Berlanda, que já foi vice da Casa.

Dono da segunda maior bancada na próxima legislatura, com seis deputados, o MDB corre por fora e tem articulado apoio pelos nomes do recém-eleito Antídio Lunelli e o ex-presidente da Alesc, Mauro de Nadal.

Outra possibilidade que já foi cogitada é volta do ex-presidente do Legislativo catarinense, Julio Garcia (PSD). Porém, em função das investigações que ainda o cercam na Operação Hemorragia, internamente a maioria vê essa probabilidade mais distante, mas não totalmente descartada.