Com maioria dos votos, STF suspende orçamento secreto

Julgamento havia iniciado na última semana; veja como votaram os ministros

Portal R7 Brasília

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Com maioria dos votos, os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) votaram pela suspensão do orçamento secreto. Na sessão desta segunda-feira (19) saiu a decisão, após seis votos favoráveis para a derrubada da medida, também conhecida como emendas do relator. O julgamento havia iniciado na última semana.

Fachada do STF onde ocorre o julgamento do orçamento secreto  – Foto: Marcos Oliveira/Arquivo/Agência SenadoFachada do STF onde ocorre o julgamento do orçamento secreto  – Foto: Marcos Oliveira/Arquivo/Agência Senado

Dos ministros, Rosa Weber, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux, Carmen Lúcia e Ricardo Lewandowski foram os seis que votaram para derrubar o orçamento secreto.

Já o ministro André Mendonça entendeu que não cabe ao Supremo interferir na aplicação de emendas parlamentares. Contudo, que pode impor a obrigatoriedade de regras de transparência e publicidade. Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes e Kássio Nunes Marques acompanharam Mendonça no voto.

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Falta de transparência

O ministro Ricardo Lewandowski foi o que abriu a votação. “Reconheço que passado pouco mais de um ano da propositura das ADPFs deste julgamento, o Congresso aprovou avanços para mitigar a enorme participação do relator-geral, que tinha poderes implícitos para o destino final destas”, disse o magistrado.

Contudo, para o ministro as alterações feitas  não retiraram problemas de transparência, que foram apresentadas pela magistrada Rosa Weber, na ação de sua relatoria.

A relatora entendeu que os repasses violam a Constituição Federal por desvirtuar a distribuição do orçamento. Também pontuou que não  seguem regras claras de publicidade, que são importantes para que instituições e população saibam como os recursos são aplicados.

Já na visão do ministro Mendonça, o Congresso deve, no prazo de 60 dias, normatizar “as emendas do Relator-Geral, de modo a explicitar a priori os fundamentos levados periodicamente em consideração para fixar o volume financeiro da execução pertinente ao RP-9 e respectivos critérios de rateio desse montante entre as duas Casas do Congresso Nacional e respectivos órgãos, com especial atenção à CMO”.

Se a sessão ser finalizada sem mudança de votos, o orçamento secreto fica completamente vedado a partir de agora. Quatro ações apresentadas por partidos políticos, foram analisados pela Corte. Nos processos, era  questionado a legalidade dos repasses.

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