Comissão adia votação de projeto que proíbe casamento entre pessoas do mesmo sexo; entenda

Proposta da comissão contraria a decisão do STF, que considerou que a união estável entre casais do mesmo sexo pode ser uma entidade familiar; votação deve ocorrer na próxima semana

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Hellen Leite, do R7 Brasília

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A Comissão de Previdência e Família adiou, nesta terça-feira (19), a votação do projeto de lei que proíbe o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

A análise deveria ocorrer na terça (19), mas a base governista conseguiu um acordo para a realização de uma audiência pública antes da votação da matéria. As informações são do R7.

Pastor Eurico, do PL, é o relator da comissão do projeto de lei que é contra o casamento de pessoas do mesmo sexoPastor Eurico, do PL, é o relator do projeto de lei que é contra o casamento de pessoas do mesmo sexo – Foto: Gilmar Félix – Câmara dos Deputados

Na comissão

Pela proposta relatada pelo deputado Pastor Eurico (PL-PE), as relações homoafetivas não podem se equiparar ao casamento entre homem e mulher.

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A proposta da comissão contraria a decisão do STF que considerou que a união estável entre casais do mesmo sexo pode ser uma entidade familiar. Com o novo calendário, a votação do texto na comissão deve ocorrer em 27 de setembro.

Para construir o relatório, o deputado Pastor Eurico analisou nove projetos de lei sobre o tema que tramitam na Câmara. Entre eles, o do então deputado Clodovil Hernandes (PTC-SP), sugerido em 2007, que apoiava a instituição de casamentos homoafetivos. Eurico, porém, optou por incluir no texto um trecho para proibir o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

A sugestão de Eurico adiciona um parágrafo ao artigo do Código Civil que impede a celebração de casamentos e uniões estáveis, fazendo com que a união de pessoas do mesmo sexo não possa ser equiparada a casamento ou entidade familiar. Na justificativa, o relator alegou que o casamento “representa uma realidade objetiva e atemporal que tem como ponto de partida e finalidade a procriação, o que exclui a união entre pessoas do mesmo sexo”.

O texto ainda vai tramitar pelas comissões de Assistência Social, Infância, Adolescência e Família, de Constituição e Justiça e de Cidadania antes de ser votado no plenário da Câmara dos Deputados.

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