“Quero acabar com decisão monocrática do STF”, é o que defendeu o candidato ao Senado Federal, Kennedy Nunes (PTB), em entrevista no programa SC no Ar, da NDTV, nesta quarta-feira (21).
Kennedy Nunes participou de sabatina no SC no Ar, nesta quarta-feira (21) – Foto: Leo Munhoz/NDO jornalista e deputado estadual afirma que faz parte de um projeto nacional que propõe eleger dez senadores, que devem se juntar aos 34 da base do governo, e assim, formar maioria no plenário para apoiar o candidato Jair Bolsonaro (PL), em caso de reeleição.
“Eu quero, por exemplo, acabar com a decisão monocrática. O que é isso, Kennedy? É o que aconteceu com o ministro Barroso em relação ao piso de enfermagem. Uma decisão monocrática, ou seja, só ele diz não. Isso tem que acabar.”
Fim de indicação política no STF
Ele afirma, ainda, que alguns ministros do Supremo Tribunal Federal “saíram da caixinha” que precisam ficar, ou seja, da Constituição, o que pode afetar a liberdade dos cidadãos.
“Apreenderam celulares de empresários, alguns porque deram joinha” num assunto. E o STJ não aceita print de WhatsApp para prova contra o tráfico de drogas. Quer dizer que para tráfico de drogas não vale e para apreender telefone de empresários que geram renda e emprego, vale?”, destaca.
A apresentadora Márcia Dutra questiona se o candidato pretende acabar com o cargo vitalício na Corte. Ele diz que, além disso, quer terminar com a indicação política. “Nós temos que ter entrada lá por antiguidade ou meritocracia. E mais, eu quero proibir ministros da Suprema Corte de dar entrevista e transmissão ao vivo dos julgamentos. Eles têm que ficar nos autos do processo.”
Pena de prisão perpétua
Em relação às propostas do candidato, está a revisão do Código de Processo Penal. Kennedy Nunes diz que quer discutir a pena de prisão perpétua no Brasil, além de acabar com a saída temporária dos presos e a visita íntima.
“E daí tem a hora da visita íntima? Para! Daqui a pouco vai ser melhor estar na cadeia do que livre! Nós precisamos ter coragem para enfrentar essas mudanças!”, ressalta.
Em função de seu posicionamento, o candidato afirma que está sendo ameaçado. “Eu ando com segurança da Polícia Militar! A Polícia Federal me deu porte de arma. Por quê? Por causa desses enfrentamentos que eu faço e não tenho medo. Eu sei que para todo tipo de liberdade, a luta, às vezes, é preciso pagar com a própria vida.”
“Freio do STF”
O candidato afirma que, em caso de vitória do candidato à presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT), “o freio” para o Brasil “não virar uma Venezuela” são os senadores e os deputados.
“Você precisa votar em senador que, por exemplo, não dependa de licenças para as suas atividades. O outro candidato indicado pelo presidente Bolsonaro, menino bom, mas ele é produtor rural de peixe, tem barco de pesca. O barco de pesca dele depende de licenças ambientais do governo. Você acha que se o Lula ganhar ele vai defender a pesca e o barco dele ou ele vai defender as nossas questões conservadoras?”, dispara.
“Nunca votei no Lula”
Ao falar sobre a trajetória política de Kennedy Nunes, Márcia Dutra pontua que em uma das três vezes que se candidatou a prefeito de Joinville recebeu apoio do PT. A apresentadora questiona se hoje em dia ele buscaria o apoio das esquerdas para derrotar um adversário comum.
“Eu não queria nem o apoio do Tebaldi [PSD], nem do Carlito [PT]. E aqui, em Florianópolis, o Raimundo Colombo, Gelson Merisio, Júlio Garcia, que eram os meus líderes à época, me obrigaram a aceitar o apoio deles. Eu disse “vai dar errado”. E deu.”
Assim, ele enfatiza que não aceitaria se unir de novo às esquerdas. “O presidente Bolsonaro uma vez disse que votou no Lula para não votar no Fernando Henrique. Esse mal eu não tenho, eu nunca votei no Lula.”
Kennedy Nunes (PTB)
Clarikennedy Nunes nasceu em 16 de janeiro de 1970 em Joinville, no Norte catarinense. É casado com Sigiane, pai de Sigian e Rhuan e filho de Claribalte Nunes e Zenaide Francisco Nunes.
É bacharel em Comunicação Social, com ênfase em Jornalismo pelo Ielusc. Foi comunicador de rádio. Aos 28 anos (1998) elegeu-se vereador em Joinville, para o qual foi reeleito em 2000. Kennedy concorreu a prefeito de Joinville em 2004, 2008 e em 2012, mas não se elegeu.
Em 2006 venceu a eleição para deputado estadual em Santa Catarina, atuando em quatro mandatos: 2007-2010; 2011-2014; 2015-2018 e 2019-2022.