“Privatização tem que ser feita com bom senso, a favor da sociedade.” É o que disse o candidato ao Senado Federal, Raimundo Colombo (PSD), em entrevista no programa SC no Ar, da NDTV, nesta terça-feira (20).
Raimundo Colombo (PSD) participou de sabatina na NDTV, nesta terça-feira (20) – Foto: Leo Munhoz/NDO ex-governador de Santa Catarina e ex-senador afirmou que, quando esteve no governo, não privatizou nada, porque não considerou vantajoso para o Estado.
“Santa Catarina tem ativos importantes. O BRDE [Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul] é um deles. Hoje deve valer uns R$ 20 bilhões, Santa Catarina tem um terço, um pouco mais do que isso, né? Agora vender por vender? Qual é o plano de aplicação desse recurso?”, questiona o candidato. Por isso, ele defende um estudo técnico para avaliar os benefícios da privatização.
Impostos
A apresentadora Márcia Dutra apontou que o candidato diz, em suas redes sociais, ser contra o aumento de impostos e o questionou o que ele faria para diminui-los, se fosse eleito.
Colombo argumentou que, quando era governador, diminui impostos, como no setor têxtil, e criticou a postura adotada pelo atual governo. “A questão tributária é essencial para o Brasil. Eu posso citar 20, 30 setores que nós salvamos por ter uma questão tributária adequada. Aumentar imposto é um absurdo. Gente, nós aumentamos o imposto do leite, do gás de cozinha. Olha o que aconteceu com as pessoas. O poder aquisitivo caiu.”
Experiência para governar
Em relação ao período que era senador, em 2010, a jornalista lembrou de uma declaração que o candidato deu sobre “não gostar de Brasília, que o Senado não é legal”. A isso, ele respondeu que a ideia era fazer um desabafo para “chamar atenção da sociedade”, porque considerava muito difícil trabalhar naquele momento sendo líder da oposição. “Um poder que estava enclausurado, a gente como minoria”, diz.
Agora, ele acredita que os grandes temas nacionais têm o apoio popular e que a experiência de ter passado pelo governo lhe dá condições de ajudar.
Rodovias
O candidato afirmou que o “problema rodoviário catarinense é muito grave”. Ele citou que, quando estava na prefeitura de Lages, realizou uma audiência pública a favor do pedágio na SC-116, porque “não tinha mais nenhum hotel funcionando, os postos de gasolina quebrados, os restaurantes quebrados e lá eu defendi que nós devíamos fazer um pedágio, desde que seja barato, seja uma coisa consistente”.
Segundo o candidato, atualmente a rodovia tem pedágio de R$ 6,90 e está “revigorada”. “Vamos achar alternativas, o que não se pode é esperar mais”, assegura.
Violência contra a mulher
Questionado sobre o aumento dos casos de feminicídio e, caso fosse eleito, mudaria as leis para deixá-las mais rigorosas, Colombo afirmou que a sociedade está despertando para denunciar, mas que o governo precisa ajudar as vítimas de violência.
“Que o Estado tenha condições de prover para ela, durante um tempo, para que ela tenha segurança financeira para reconstruir a sua vida num outro lugar. Porque senão a violência mais dura é aquela que fica dentro de casa, mantida em silêncio.”
Principais objetivos
O candidato afirmou que a saúde é “prioridade absoluta para qualquer governante”, considerando que, até 2050, teremos mais idosos do que jovens.
Ele afirma, ainda, que o papel do senador é trazer obras e promover o desenvolvimento do Estado, cuidando das relações internacionais, além de priorizar a harmonia entre os poderes. Colombo também considera que se deve tratar o dia a dia do Estado de forma clara, com “apoio aos municípios, apoio ao Estado e ao desenvolvimento através de obras de rodovias, de saúde, de outras ações estratégicas”.
Raimundo Colombo (PSD)
João Raimundo Colombo nasceu em Lages, na Serra catarinense, no dia 28 de fevereiro de 1955, filho de Casemiro Vitório Colombo e de Teresa Fontana Colombo.
Em 1977 iniciou o curso de pedagogia na Uniplac (Universidade do Planalto Catarinense), em Lages, mas abandonou o curso no mesmo ano. Foi deputado estadual, prefeito de Lages por três mandatos, deputado federal, senador de 2006 a 2010, e governador de Santa Catarina, de 2011 a 2018.
Colombo é filiado ao PSD (Partido Social Democrático) e empresário rural. É casado com Maria Angélica Colombo e pai de Edson e Joana.