Conheça a bancada de vereadores do PSD em Florianópolis

Partido elegeu dois vereadores, Roberto Katumi, que presidirá a CMF (Câmara Municipal de Florianópolis) e Diácono Ricardo, eleito para o seu primeiro mandato

Nícolas Horácio e Paulo Rolemberg Florianópolis

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A série de reportagens do ND+ com os vereadores empossados para a 19ª legislatura da CMF (Câmara Municipal de Florianópolis) apresenta a bancada do PSD. Conheça, a seguir, as prioridades, preferências no lazer e trajetórias políticas de Roberto Katumi e Diácono Ricardo, membros da bancada pessedista na CMF.

Katumi: Um exímio jogador de dominó na presidência da Câmara

O neto de japoneses, Roberto Katumi Oda, ou apenas Katumi, 51 anos, chega ao terceiro mandato consecutivo e, pela segunda vez, assumirá a presidência da Casa. Com base eleitoral no Sul da Ilha, foi, em 2004 e 2008, suplente de vereador e ocupou o cargo por três meses.

Roberto Katumi, vereador do PSD em FlorianópolisRoberto Katumi (PSD) está de volta à presidência da Câmara Municipal de Florianópolis – Foto: Anderson Coelho/ND

Ele recebeu o ND+ em seu gabinete durante um rápido intervalo entre reuniões com assessores e vereadores, quando articulava sua indicação para a presidência da Câmara. Eleito pelo PSD, destacou sua fidelidade à sigla partidária, a qual é filiado desde 2016.

Em 32 anos de vida pública, Katumi disse que a população o aprovou ao lhe conceder 3.038 votos, o que o levou ao terceiro mandato. Foram dois consecutivos e um como suplente. “Tentei mais uma vez a cadeira na Câmara para fazer uma análise do meu trabalho. A população o aprovou”, comentou. Veja a votação de Katumi por bairro:

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Segundo ele, a vitória pode ser atribuída a três pilares: “muito trabalho, muita responsabilidade e muita palavra”, disse. Katumi afirma que nesse novo mandato terá como marcas a humildade, o trabalho, a dedicação e a responsabilidade.

O craque do dominó

Neto e filho de pescador, Katumi gosta de estar rodeado pelos amigos e pela família. Livro e filmes não costumam segurar Katumi a uma cadeira, mas quando o assunto é dominó, o vereador abre o sorriso. “Sou um cara muito agitado, não fico preso em cadeira, a única coisa que me prende em cadeira é o meu dominó”, disse ele, aos risos.

Diácono Ricardo: Do trabalho social para a Câmara Municipal

Ricardo José de Souza, o diácono Ricardo, tem 51 anos e, na segunda tentativa, conquistou um mandato para a Câmara Municipal de Florianópolis.

Antes de entrar para o PSD, era filiado ao MDB, onde disputou a eleição de 2016. Ele mudou de sigla a convite do Secretário Municipal da Casa Civil de Florianópolis, Everson Mendes, e da deputada estadual Marlene Fengler.

Diácono Ricardo, vereador do PSD em FlorianópolisDiácono Ricardo, vereador do PSD em Florianópolis, vai iniciar seu primeiro mandato – Foto: Divulgação/ND

“Gostei da conversa, olho no olho, muita sinceridade, estrutura… Então aceitei o convite do PSD”, destaca.

A motivação da candidatura em 2020, segundo ele, é expandir os projetos que realiza em diversas frentes: pessoas em situação de rua, com dificuldades financeiras e idosos.

“Todos os projetos que tenho sobrevivem com dificuldades e, na política, com certeza muitas portas vão se abrir”, destaca.

Para ele, muito trabalho, campanha franca e com recursos próprios justificam a sua vitória eleitoral em 2020. Confira a votação de Diácono Ricardo por bairro de Florianópolis:

“Sou muito pé no chão. Falo daquilo que sei, do que vou conseguir fazer, do que será bom pra cidade e para a população. Quero ser um vereador das pessoas. O vereador não pode só fiscalizar obras, tem que cuidar das pessoas.”

Prioridades do mandato

O slogan da campanha de Ricardo era “caridade e fraternidade por toda a nossa cidade”. Ele pretende liderar um gabinete com política participativa, que ouve a população, e montar um gabinete móvel, em uma kombi ou microônibus, para visitar as comunidades.

“Quero estar nos bairros. Sou manezinho, nasci na Costeira, hoje moro nos ingleses. Vejo que se criou uma distância entre a casa Legislativa e a população. O vereador é visto como se fosse um semideus, intocável. É preciso ir atrás, conhecer melhor cada rua, viela, canto e beco da nossa cidade, que cresceu e cresceu de forma assustadora. Moro nos Ingleses há 40 anos e vejo que cresceu de forma desordenada. Temos que melhorar a condição de vida dos nossos bairros”, avalia.

Um avaiano na Câmara

Ricardo trabalhou durante 30 anos na PMSC (Polícia Militar de Santa Catarina). Sargento da PM, atuou no setor de armamento e terminou a carreira na corporação como assistente social do hospital da PM.

Avaiano de alma e coração, antes da pandemia, gostava de acompanhar os jogos do time na Ressacada. Bacharel em serviço social, é casado há 27 anos e tem uma que acabou de se formar em Direito.

“Gosto de ir ao sítio, de andar com pessoas, de criar projetos. Tenho dois projetos dentro de ônibus. No Brasil, não conheço quem tenha ônibus com chuveiro, consultório odontológico, barbearia”, diz sobre o Projeto social “Sede de amor”, que ajuda pessoas em situação de rua.