O presidente Luiz Inácio Lula da Silva escolheu, no último domingo (8), Ricardo Cappelli como o interventor na segurança do Governo no Distrito Federal. A nomeação aconteceu após as invasões nas sedes dos Três Poderes: Congresso, Nacional, Palácio e STF (Supremo Tribunal Federal).
Ricardo Cappelli (esquerda) e o ministro Flávio Dino (direita) – Foto: @RicardoCappelli/Reprodução/NDConheça Ricardo Cappelli
O atual secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública foi o escolhido para coordenador a segurança pública do DF até o dia 31 de janeiro de 2023. Ele é considerado o número dois da pasta e nome de confiança do ministro da Justiça, Flávio Dino (PSB).
Formado em jornalismo pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), Cappelli nasceu no Rio de Janeiro e já foi secretário de comunicação no governo do Maranhão durante o mandato de Flávio Dino e Carlos Brandão.
SeguirNo âmbito do Governo Federal, ele atuou na gestão Lula entre 2003 e 2006 como Secretário Nacional de Esporte, Educação, Lazer e Inclusão Social.
De acordo com o portal Congresso em Foco, o jornalista foi filiado ao PCdoB até 2015 e também presidiu a UNE (União Nacional dos Estudantes) entre 1997 e 1999.
Entenda o que é a intervenção federal
A reportagem do ND+ conversou com o advogado Eduardo Dreher Narcizo, que explicou como funciona uma intervenção e como fica o Distrito Federal com o decreto.
Conforme Narcizo, a intervenção federal está prevista na Constituição. A medida pode ser utilizada apenas em casos excepcionais e por um período determinado. No caso deste decreto, o texto prevê que a intervenção limita-se à área de segurança pública.
Uma das principais características de uma intervenção federal é afastar, temporariamente, a autonomia do ente federativo. Neste caso, por ter-se entendido que houve comprometimento da ordem pública do Estado do Distrito Federal.
No caso das Forças Armadas, elas podem ser chamadas em caso as forças de segurança pública não conseguirem garantir a lei e a ordem.