Contas de ex-prefeito Carlito rejeitadas

Foram os membros da comissão de finanças da Câmara de Vereadores de Joinville que reafirmaram tal decisão já tomada em maio, depois da ausência do político

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A decisão cai como um desafio agora ao ex-prefeito Joinville Carlito Merss (PT). Os vereadores da Comissão de Finanças rejeitaram as contas do município de 2012, último ano do governo dele. Os parlamentares na verdade, só acompanharam o parecer de Wilian Tonezi (Patriota), que já recomendava a rejeição.

Aliás em maio de 2021, a mesma comissão já havia votado pela rejeição das contas. Porém na época, foi aberto para Carlito espaço para sua defesa, seguindo recomendação da procuradoria da CVJ.

Ex-prefeito não compareceu para prestar defesa oralmente e vereadores rejeitaram parecer de seu último mandato. Carlito Merss (PT) – Foto: Fabrício Porto/NDEx-prefeito não compareceu para prestar defesa oralmente e vereadores rejeitaram parecer de seu último mandato. Carlito Merss (PT) – Foto: Fabrício Porto/ND

Mas nesta quarta, 8, quando deveria estar presente, o ex-prefeito enviou ofício onde pediu o adiamento da votação. A justificativa é que teria consulta médica em Florianópolis e não conseguiria se defender oralmente.

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O ex-chefe do Executivo joinvilense já tinha apresentado uma defesa escrita. Por isso, os vereadores votaram o parecer de Tonezi mesmo sem a presença dele. Carlito Merss foi prefeito de Joinville entre os anos 2009 e 2012. O problema da prestação dessas contas do último ano já vem se arrastando inclusive no Tribuna de Contas do Estado, que também havia rejeitado em 2013 por unanimidade. O motivo um déficit em torno de R$ 78 milhões o que equivale a cerca de 40 dias de arrecadação de impostos do município.

O relator já em maio tinha seguido esse parece do TCE sobre esse déficit de execução orçamentária, de R$ 78 milhões e ainda a falta de R$ 123 milhões para pagamento de servidores no ano seguinte, 2013, já no governo de Udo Döhler (MDB).

Agora, um projeto de decreto legislativo tramitará na Casa até chegar ao plenário, onde será votado definitivamente.

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