O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou nesta quinta-feira (24) a ampliação do Brics, o grupo formado por Brasil, Rússia Índia e África do Sul. A nova formação do bloco contará com mais seis países: Arábia Saudita, Argentina, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Irã.
Haverá ainda um grupo de trabalho a ser criado para estudar a adoção de uma moeda de referência do Brics. A adesão dos novos países foi oficializada na Declaração de Joanesburgo, assinada pelos atuais membros. As informações são do R7.
Brics vai contar com seis novos membros além de sua formação original – Foto: RIcardo Stuckert/PRA adesão dos novos países foi oficializada na Declaração de Joanesburgo, assinada pelos atuais membros. Na nova formação, o grupo será responsável por 36% do PIB global em paridade de poder de compra e 46% da população mundial. “O Brics continuará aberto a novos candidatos e, para isso, aprovamos também critérios e procedimentos para futuras adesões”, ressaltou o Lula.
Seguir“Neste mundo em transição, o Brics nos oferece uma fonte de soluções criativas para os desafios que enfrentamos. A relevância do Brics é confirmada pelo interesse crescente que outros países demonstram de adesão ao agrupamento. Entre os vários resultados da cúpula de hoje, ressalto a ampliação do Brics, com a inclusão de novos membros”, disse o presidente brasileiro.
Em outra vitória brasileira, o grupo lançará comunicado de apoio à reivindicação de reforma no Conselho de Segurança da ONU. Essa foi uma das exigências feitas pelo presidente brasileiro na reunião de quarta (23). A maior oposição vinha da China.
“Quero ressaltar, igualmente, a decisão relacionada à reforma da governança global, especialmente em relação ao Conselho de Segurança da ONU”, disse Lula.
O Conselho de Segurança da ONU tem como objetivo zelar pela manutenção da segurança internacional e a paz mundial. Ele conta com quinze membros, sendo cinco deles permanentes: Estados Unidos, Rússia – que herdou a cadeira da antiga União Soviética -França, Reino Unido e China. O Brasil é um dos candidatos para uma cadeira permanente.
Moeda comum do Brics
Os atuais países-membros também anunciaram a criação de um Grupo de Trabalho para avaliar a adoção de uma moeda de referência do Brics para o comércio internacional. Segundo o anúncio, os bancos centrais e ministérios da Fazenda e Economia de cada país ficarão responsáveis por realizar estudos em busca da adoção do projeto.
“Seguiremos defendendo temas com impacto direto na qualidade de vida de nossas populações, como o combate à fome, à pobreza e a promoção do desenvolvimento sustentável. Que o Brics continue sendo força motriz de uma ordem mundial mais justa e ator indispensável na promoção da paz, do multilateralismo e na defesa do direito internacional”, ressaltou.
Outros compromissos
A 15ª Cúpula do Brics se encerra nesta quinta (24). Após o fim da conferência, o presidente viaja para Angola, onde fará uma visita de Estado, e depois para São Tomé e Príncipe, para participar da conferência de chefes de Estado da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)