Na tarde desta segunda-feira (03), professores, servidores e alunos da rede estadual do Paraná invadiram a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), em Curitiba, durante um protesto contra o projeto de lei que propõe a terceirização da gestão administrativa de 200 escolas públicas.
Manifestantes invadem ALEP em protesto contra terceirização de escolas públicas no Paraná – Foto: X/Reprodução/NDPouco antes das 14h30, horário habitual da sessão, manifestantes forçaram a entrada no prédio, que estava com as portas fechadas, enquanto seguranças tentavam impedir a invasão.
Após uma porta de vidro ser quebrada, os manifestantes ocuparam as galerias da Assembleia. Bombas de gás lacrimogêneo foram lançadas para conter a confusão, resultando em três pessoas feridas.
SeguirSegundo o Corpo de Bombeiros, um homem de 24 anos e uma mulher de 23 anos sofreram ferimentos leves e foram encaminhados ao Hospital Cajuru.
Uma mulher de 51 anos sofreu ferimentos graves, mas sem risco de morte, e foi levada ao Hospital Evangélico.
Manifestantes invadem Alep em protesto contra terceirizações dentro de escolas públicas no Paraná – Vídeo: X/Reprodução/ND
Sessão plenária foi realizada virtualmente
Após manifestação, sessão plenária da Alep foi conduzida de forma remota na tarde de segunda-feira (03). A Mesa Executiva decidiu realizar a sessão virtualmente após a invasão dos manifestantes no prédio do Legislativo.
Projeto propõe terceirizar gestão de escolas públicas no Paraná – Foto: X/Reprodução/NDO presidente da Alep, deputado Ademar Traiano (PSD), anunciou às 15h06 a suspensão temporária da sessão. “Informo aos senhores deputados, que em função da invasão da Assembleia, estou suspendendo a sessão temporariamente”, declarou em Plenário.
Projeto de Lei é aprovado em primeira votação
A Assembleia Legislativa aprovou o projeto nesta segunda-feira (3) com 39 votos a favor e 13 contra. O projeto segue para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e para segunda votação no plenário.
Saiba mais sobre o Programa Parceiro da Escola
O Projeto de Lei institui o Programa Parceiro da Escola, que visa terceirizar a gestão de cerca de 200 escolas públicas estaduais.
O programa permite que a Secretaria de Estado da Educação (SEED) celebre contratos com empresas privadas especializadas na gestão educacional.
O projeto propõe que a contratação das empresas seja realizada através de um processo seletivo que observará princípios como impessoalidade, moralidade e transparência.
Antes da celebração do contrato, a proposta será submetida a consulta pública da comunidade escolar. As despesas serão cobertas por dotações do orçamento vigente, sem aumento de despesas ou renúncia de receita.