Convocação de manifestantes faz segurança ser reforçada no feriado em Brasília

Polícia vai restringir o acesso de veículos e pedestres à Praça dos Três Poderes, depois que serviços de inteligência identificaram “a possibilidade de atos públicos na região central de Brasília”

AFP Brasília

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A segurança na região central de Brasília será reforçada no feriado desta terça-feira (15), devido aos protestos programados por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL), que seguem inconformados com sua derrota nas eleições.

Por precaução, a polícia vai restringir o acesso de veículos e pedestres à Praça dos Três Poderes, depois que serviços de inteligência identificaram “a possibilidade de atos públicos na região central de Brasília”, informou a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal.

Inconformados com a derrota nas urnas, manifestantes devem tomar a Praça dos Três Poderes – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/NDInconformados com a derrota nas urnas, manifestantes devem tomar a Praça dos Três Poderes – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/ND

Publicações que circulavam nesta segunda-feira (14) nas redes sociais convocavam brasileiros “patriotas” a se reunirem no feriado da Proclamação da República em frente ao Quartel-General do Exército, localizado a poucos quilômetros da praça central.

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Há duas semanas, milhares de manifestantes se reuniram em frente a este e outros quartéis pelo país, pedindo intervenção das Forças Armadas na eleição presidencial, em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu Bolsonaro por uma estreita margem (50,9% a 49,1%).

Desde então, muitos permanecem acampados em frente aos quartéis.

Os manifestantes denunciam uma “fraude” no sistema de votação eletrônica, questionado sem evidências por Bolsonaro.

Essa possibilidade, porém, foi descartada por numerosos observadores internacionais e um relatório das próprias Forças Armadas do Brasil divulgado na semana passada.

Desde a derrota nas urnas, o presidente se mantém recluso. Praticamente se ausentou da vida pública, inclusive nas redes sociais.

Enquanto isso, o processo de transição entre seu governo e o de Lula, que assume em 1º de janeiro, avança.