Nada impede alguém de gostar ou não do chamado K-Pop, estilo de música popular da Coreia do Sul e vem se espalhando pelo mundo. Mas, de acordo com grupo de Direitos Humanos Transitional Justice Working Group, a vizinha Coreia do Norte tem um posicionamento radical e contra. De acordo com a instituição, o regime comandado por Kim Jong-Un já executou publicamente pelo menos sete fãs do estilo musical.
Kim Jong-Un considera manifestações artísticas e culturais da Coreia do Sul como um “câncer vicioso” – Foto: KCNA/Reprodução/NDO ditador da Coreia do Norte considera o estilo um “câncer vicioso”, que deve ser extirpado do país. A sede do Transitional Justice Working Group fica em Seul.
Grupos como o BTS são muito famosos na Coreia do Sul… e do Norte – Foto: BTS/DivulgaçãoO grupo entrevistou 683 desertores da Coreia do Norte desde 2015. O objetivo é identificar e mapear execuções públicas com o aval da ditadura de Kim Jong-Un. Até agora, teriam sido comprovadas 23 execuções, sendo sete delas por assistir ou distribuir vídeos K-Pop.
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Vídeos com a série Round 6 foram contrabandeados em grande escala, da Coreia do Sul para a vizinha do norte – Foto: Netflix/DivulgaçãoDe modo geral, Kim Jong-Un costuma atacar manifestações culturais e costumes da Coreia do Sul. Por lei, “aqueles que distribuem entretenimento sul-coreano pode enfrentar a pena de morte”. Para espalhar uma onda de terror, as execuções são públicas. A condenação é quase que direta, considerando que esse tipo de conteúdo é banido pelo regime.
Round 6
Recentemente explodiu uma onda de contrabandos de vídeos com a série “Round 6”, da Netflix. Trata-se de uma produção sul-coreana de sucesso mundial. Quem é pego é sumariamente executado de maneira cruel.
“As famílias dos executados muitas vezes eram forçadas a assistir à execução”, diz o relatório do grupo, conforme noticiou o site “DNYUZ”.