A CPI da Covid no Senado, também conhecida como a CPI da vergonha e da inquisição, deverá ter hoje uma sessão movimentada. Iniciou o debate sobre requerimentos pela convocação dos governadores acusados ou denunciados por corrupção no uso fraudulento ou desvio de bilhões de reais em verbas para o combate à Covid-19.
Governador Carlos Moisés – Foto: Governo de SC/Divulgação/NDO senador Jorginho Mello, presidente estadual do PL, quer ouvir o depoimento do governador Carlos Moisés da Silva (PSL) sobre a fraude dos respiradores e o pagamento antecipado de 33 milhões de reais; e o do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), a respeito da acusação de ter aplicado os recursos da pandemia no pagamento de salários atrasados, precatórios e antigas dívidas do Tesouro do Rio Grande do Sul.
Jorginho Mello informou que devem ser ouvidos todos os governadores estaduais envolvidos em graves denúncias de superfaturamento na compra de equipamentos hospitalares e de uso individual, ou desvio de verbas federais, na CPI.
SeguirO governador Carlos Moisés deu uma resposta à iniciativa do senador Jorginho Mello: considerou-a um factoide. Escreveu nas redes sociais: “Acredito que a tentativa de criar um factoide por parte de um dos integrantes, que até agora pouco tem acrescentado aos trabalhos, não será suficiente para desvirtuar a Comissão de seu verdadeiro papel. Assim, sigo a disposição para contribuir”.
O deputado Sargento Lima, ex-PSL, e agora no PL, rebateu na hora também na Internet: “Factoide Creonte? A compra dos respiradores agora é um factoide? Seu secretário dizendo que este assunto deveria ser esquecido e “enterrado”? Eu sei que você se preocupa com o “papel da comissão, que é enfiar até o cabo mais uma faca em nosso presidente”, disse.