CPI da Pandemia: relatório final com documentos sigilosos é entregue ao MPSP

Segundo o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Mario Sarrubbo, o material pode resultar em novas frentes de investigação

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Agência Brasil São Paulo

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Membros da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Pandemia entregaram ao MPSP (Ministério Público do Estado de São Paulo) nesta quarta-feira (10) o relatório final da comissão e mais de 1 terabyte de documentos sigilosos sobre casos apurados pelos senadores.

O MPSP está investigando a conduta da operadora de saúde Prevent Senior e os médicos que trabalham na empresa.

Membros da CPI da Pandemia entregaram documentos sigilosos ao MPSP – Foto: Pedro França/Agência Senado/NDMembros da CPI da Pandemia entregaram documentos sigilosos ao MPSP – Foto: Pedro França/Agência Senado/ND

De acordo com o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Mario Sarrubbo, o material pode resultar em novas frentes de investigação. “Ele nos traz novas notícias e novas vertentes de investigação que serão deflagradas pela força-tarefa. Evidentemente, algumas dessas notícias nós não tínhamos conhecimento e vamos trabalhar em cima”, disse o procurador-geral.

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A Prevent Senior e o Ministério Público estadual assinaram, no final de outubro, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) em que a empresa se comprometeu a não distribuir mais aos seus segurados o chamado kit covid, composto por medicamentos sem eficácia contra a Covid-19.

O procurador de Justiça ressaltou, no entanto, que o MP pretende responsabilizar não apenas pessoas jurídicas, mas também as pessoas físicas pelos eventuais crimes. “Estamos atrás dos responsáveis, sob o prisma da pessoa física, que foram responsáveis e praticaram crimes”, disse.

Em depoimento ao MPSP, familiares de pacientes da Prevent Senior que morreram por Covid-19 relataram que as vítimas tomaram remédios do chamado kit covid, seja quando estavam internadas ou em casa, mas acabaram morrendo. O órgão investiga a relação das mortes com o uso dos medicamentos.

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