CPI investigará irregularidades na Semasa de Lages após Operação Mensageiro

Prefeito do município, Antônio Ceron, é um dos presos suspeitos de envolvimento no esquema de corrupção

Foto de Gabriela Ferrarez

Gabriela Ferrarez Florianópolis

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Uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) irá investigar irregularidades na Semasa (Secretaria Municipal de Águas e Saneamento) de Lages. A comissão foi aprovada nesta segunda-feira (27) e os nomes dos vereadores indicados para compor a CPI já foram divulgados.

A investigação é um desdobramento da Operação Mensageiro, que apura a fraude em licitações de serviços como coleta de lixo, saneamento e iluminação pública em prefeituras de Santa Catarina.

Nomes para CPI devem ser definidos nesta terça-feira (28) – Foto: Bruno Heiderscheidt de Oliveira/Câmara de Lages/Divulgação/NDNomes para CPI devem ser definidos nesta terça-feira (28) – Foto: Bruno Heiderscheidt de Oliveira/Câmara de Lages/Divulgação/ND

De acordo com a Câmara de Vereadores de Lages, as lideranças dos partidos apresentaram os cinco membros da CPI na sessão desta terça-feira (28).

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Os indicados foram: Suzana Duarte (Cidadania); Jair Junior (Podemos); Katsumi Yamaguchi (Progressistas); e Enio do Vime e Heron Souza (ambos do PSD).

Por enquanto, nenhuma reunião da Comissão foi marcada.

De acordo com o documento que pede a criação da CPI, a investigação é motivada pela falta de processo de licitação nos últimos dois anos para o sistema de coleta de resíduos sólidos, a suspeita de fraude na licitação e corrupção na Semasa e a falta de informações de pagamentos e contratos no Portal Transparência da Prefeitura.

“Resta evidente que a Semasa precisa passar por uma investigação do Poder Legislativo. A Casa precisa apurar de forma rigorosa o destino da arrecadação da coleta do lixo e do sistema de água e esgoto do município de Lages”, ressalta o documento.

A Operação Mensageiro investiga agentes públicos que, em um acordo com a Empresa Serrana, recebiam propina pelo superfaturamento de licitações em serviços como coleta de lixo, saneamento e iluminação pública. De acordo com um documento obtido pelo Grupo ND, o esquema retirava 13% do valor de cada contrato para pagamento de propina.

O prefeito de Lages, Antônio Ceron, chegou a ser preso preventivamente no início de fevereiro por suspeita de envolvimento no esquema de corrupção, mas 15 dias depois conseguiu prisão domiciliar. Até o momento, outros seis prefeitos foram presos pela Operação Mensageiro.

Contraponto

Procurada pela reportagem, a prefeitura de Lages afirmou que irá colaborar com as investigações.

“É uma deliberação da Câmara de Vereadores. Prefeitura não tem nada a manifestar. Iremos colaborar no que estiver ao nosso alcance”, informou a assessoria de comunicação do município.

Na data em que foi preso, Antônio Ceron fez uma publicação em suas redes sociais: