O ex-diretor da PRF (Polícia Rodoviária Federal) e ex-superintendente da PRF de Santa Catarina, Silvinei Vasques presta depoimento nesta terça-feira (20), na CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) de 8 de janeiro. Ele é a primeira testemunha ao grupo de senadores de deputados federais que investigam as manifestações.
Silvinei Vasques é ex-superintendente da PRF de Santa Catarina. Ele esclarece na CPMI, as operações realizadas no segundo turno das eleições. – Foto: Divulgação/TV SenadoPelas regras da CPMI, cada depoente tem 20 minutos para fazer um esclarecimento geral, antes de passar para as perguntas. Logo no começo, Silvinei negou que a PRF realizou operações para atrapalhar eleitores a terem acesso a locais de votação no dia 30 de outubro de 2022, no segundo turno das eleições. A suspeita é que isso teria acontecido principalmente na região nordeste do país, reduto de eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O procedimento tinha sido proibido no dia pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral)
Segundo ele, tem um documento com mais de 300 páginas que comprovam todo seu depoimento. “Como falaríamos com 13 mil policiais do país, sem ter uma conversa por WhatsApp, e-mail? Será que nenhum ia denunciar? Não tem como. Nossos policiais são honestos. Ninguém consegue fazer uma trama dessa sem ter provas”, afirmou.
SeguirEle também mencionou dados de abstenção na região nordeste e das operações realizadas pela PRF, principalmente nas regiões Sul e Sudeste do país. Ele afirmou que apenas cinco ônibus em todo foi autuado pelos policiais nas estradas. Disse que os casos eram graves, como motorista sem habilitação e problemas nos veículos.
Linha de investigação
Os parlamentares começaram a ouvir pessoas envolvidas em atos que antecederam o 8 de janeiro. Depois de Silvinei, eles vão ouvir o empresário George Washington, que foi condenado por tentar explodir uma bomba no Aeroporto Internacional de Brasília. E também o perito da Polícia Civil do Distrito Federal, que desarmou o artefato.