De ‘tiranete’ a ‘bobo’: entenda a troca de ofensas entre Renan Calheiros e Arthur Lira

Em rede social, senador e presidente da Câmara discutiram em meio ao impasse sobre a tramitação de medidas provisórias no Congresso Nacional

Foto de Augusto Fernandes, do R7

Augusto Fernandes, do R7 Brasília

Receba as principais notícias no WhatsApp

Em meio ao impasse no Congresso Nacional sobre a tramitação de medidas provisórias, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) trocaram ofensas em rede social.

Calheiros chamou Lira de “tiranete” e disse que o presidente da Câmara desrespeita a Constituição ao tentar diminuir a participação do Senado na análise das MPs. Por sua vez, Lira rebateu e chamou o senador de “bobo”, dizendo que Calheiros se comporta de maneira ridícula. As informações são do R7.

Arthur Lira e Renan Calheiros trocaram farpas via rede social – Foto: Reprodução/NDArthur Lira e Renan Calheiros trocaram farpas via rede social – Foto: Reprodução/ND

“Há 55 anos Artur Costa e Silva editou o AI5. Outro tiranete, Arthur também, quer rasgar a Constituição e baixar o LIRA AI 2,5 para fechar o Senado e usurpar nossas funções. As MPs são provisórias. A democracia, a separação dos poderes e o bicameralismo são para sempre”, disse o senador.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

“O bom da liberdade de expressão é que permite até os bobos se manifestarem, embora no geral se comportem de maneira ridícula, panfletária e incendiária. Para gente desse naipe o melhor seria a cadeira do psicanalista, não a do parlamento, pois em nada contribui com a democracia”, respondeu Lira.

Entenda o impasse sobre as medidas provisórias

Desde 2002, as MPs eram analisadas primeiro por uma comissão mista, composta de 12 deputados e 12 senadores, que discutiam e aprovavam os projetos, e só então era enviado ao plenário do Congresso.

Esse rito foi interrompido durante a pandemia da Covid-19, como uma medida excepcional, quando as MPs passaram a ir direto ao plenário. Dessa forma, é o presidente da Câmara que dita as prioridades e o ritmo das análises. O Senado, nesse modelo, perdeu parte do protagonismo.

Em 7 de fevereiro, o Senado decidiu pela volta imediata das comissões mistas. No entanto, nos bastidores, Lira tem feito uma queda de braço para manter as apreciações no plenário.

Em meio à disputa, a votação de propostas importantes no Congresso fica comprometida. São 25 medidas provisórias que precisam ser analisadas em 120 dias para que não percam a validade.

Entre elas, a que alterou a organização ministerial, a que transferiu a estrutura do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Banco Central para o Ministério da Fazenda e a que alterou a regra de desempate de decisões do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf).

Tópicos relacionados