Defesa da indústria e fim da repressão: entenda a greve geral na Argentina contra governo Milei

Protestos e paralisações tomam o país em resposta a medidas econômicas e sociais do presidente argentino; greve parou diversos setores no país

Foto de Matheus Bastos

Matheus Bastos Florianópolis

Receba as principais notícias no WhatsApp
pessoas reunidas em greve geral na Argentina com bandeira na frenteGreve geral na Argentina mobiliza trabalhadores desde quarta-feira (9) – Foto: Ivan Valente/@IvanValente/X

Com reivindicações contra a atuação e política do governo Milei, centrais sindicais deflagraram uma greve geral na Argentina. A mobilização começou na quarta-feira (9) com protestos em frente ao Congresso Nacional e esta quinta-feira (10) é marcada por uma paralisação de 24 horas de diversos setores.

Os trabalhadores entendem que os seus direitos e suas liberdades estão sendo desrespeitados pelo governo. Ainda afirmam que as políticas de Milei favorecem a desigualdade e a injustiça social.

Greve geral na Argentina pede mudança na política econômica e mais diálogo com trabalhadores

O secretário da Central de Trabalhadores da Argentina Autônoma, Hugo Godoy, afirmou que a greve busca “pôr freio à política governamental que leva a riqueza gerada pelos trabalhadores e trabalhadoras, com golpes liderados pelo próprio presidente Milei”.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir
Javier Milei se pronunciou ao compartilhar postagem de ministro afirmando que a greve é uma tentativa de extorsão – Foto: Luis Robayo/AFP/NDJavier Milei se pronunciou ao compartilhar postagem de ministro afirmando que a greve é uma tentativa de extorsão – Foto: Luis Robayo/AFP/ND

Entre as principais reivindicações dos grevistas estão:

  • Luta contra as políticas de ajuste fiscal;
  • Melhores salários;
  • Luta pelos direitos dos aposentados;
  • Defesa da indústria nacional;
  • Retomada de obras públicas;
  • Plano nacional de emprego;
  • Fim da repressão de manifestações sociais pelo governo federal.

A Confederação Geral do Trabalho, a Central de Trabalhadores da Argentina Autônoma e a Central de Trabalhadores e Trabalhadoras da Argentina lideram a paralisação e criticam o fato de o governo não dialogar com trabalhadores. Esta é a terceira greve organizada pelos principais sindicatos desde o início do mandato de Javier Milei.

pessoas organizadas na rua em greve na ArgentinaEm janeiro de 2024, sindicatos organizaram outra greve contra o governo – Foto: Cesar Simon Cortez

Como resposta à mobilização, Milei compartilhou nas redes sociais uma declaração do ministro da Desregulação e Transformação do Estado, Federico Adolfo Sturzenegger, sobre a greve.

“Uma greve é uma tentativa de extorsão. Ela não nos afeta em absolutamente nada. Seguiremos com nossos objetivos”, diz o trecho publicado pelo presidente.

Tópicos relacionados