Para repassar dinheiro público estadual para fazer obras federais, o Executivo catarinense precisou de aprovação no Legislativo. Por isso, a assinatura do termo de cooperação técnica entre o governo e o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), nesta quarta-feira (15), repercutiu na Assembleia.
O investimento de R$ 465 milhões será aplicado em obras de quatro rodovias federais: BR-470, BR-280, BR-163 e BR-285. Entre os deputados, houve debate sobre as condições das BRs e a falta de investimentos da União na infraestrutura viária catarinense.
“Se for esperar a União fazer Santa Catarina se desenvolver, vamos ter que esperar mais 500 anos. Não é uma crítica ao atual governo, é uma constatação histórica, de que Santa Catarina é sempre deixada de lado”, disse Ricardo Alba (PSL).
SeguirJosé Milton Scheffer (PP) classificou tal discriminação como inexplicável. “Santa Catarina é um Estado que votou em peso no presidente Jair Bolsonaro e merece um olhar diferenciado em termos de rodovias federais”, disse.
“Precisamos, independente de partido, cobrar para trazer os investimentos que precisam ser feitos”, disse Moacir Sopelsa (MDB).
Dr. Vicente Caropreso (PSDB) criticou o que chamou de “insensibilidade do governo federal em premiar alguns Estados e penalizar outros.”
Valdir Cobalchini (MDB) lamentou que em 2020, Santa Catarina tenha enviado R$ 70 bilhões em impostos para a União, mas tenha recebido R$ 471 milhões para investimentos em rodovias. “Isso é migalha, é farelo. Santa Catarina merece mais respeito, que isso sirva de lição.”
“Não será por falta de recursos financeiros que essas obras serão paralisadas”, comentou o presidente Mauro de Nadal (MDB).
Os deputados também criticaram o excesso de radares de velocidade nas rodovias federais.