O colunista e comentarista político do Grupo ND, Moacir Pereira, recebeu na noite desta segunda-feira (21) o secretário da Casa Civil de Santa Catarina, Eron Giordani, no programa Conexão ND, da Record News. Há mais de 20 anos na vida pública – sempre nos bastidores – Giordani está à frente da Casa Civil no governo de Carlos Moisés (PSL).
Secretário da Casa Civil, Eron Giordani, relatou sobre a possibilidade do aumento do salário de servidores de SC – Foto: Leo Munhoz/NDSegundo o secretário, após tirar o papel do novo piso salarial de R$ 5 mil dos professores do Estado, o governo pretende fazer uma revisão salarial – para cima – dos servidores estaduais.
“Como o governador quer contemplar as demais categorias, quando anunciarmos o projeto da educação, as demais serão conhecedoras de quanto o governo vai poder revisar seus salários, qual vai ser a base e quando inicia a vigência. Teremos um ‘pacotaço’ de notícias boas aos servidores do Estado”, disse Giordani. Segundo ele, os detalhes serão apresentados pelo governador em breve.
SeguirSobre o aumento aos professores, Giordani disse que o projeto está praticamente pronto, aguardando questões operacionais e análise jurídica de quando entrará em vigor. A intenção é que a implantação seja retroativa a 1º de junho.
Sobre as relações políticas do governo, Giordani disse que o momento é outro: “A gente vive um cenário de mar mais calmo. Vencidos os dois processos de impeachment, há um inconsciente coletivo, principalmente na Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina), partidos e prefeitos, que é necessária a estabilidade política e um clima harmônico para que isso ocorra”.
Reforma da Previdência pode trazer economia de R$ 250 milhões este ano
Segundo Giordani, o projeto de reforma na Previdência do Estado está pronto e deve ser protocolado nesta quinta-feira (24) na Alesc.
“Estamos ultimando detalhes internos, fazendo as análises jurídicas e administrativas decorrentes das conversas que fizemos com parlamentares, representantes de órgãos, poderes e estamos em agenda intensa de diálogo com diversas categorias que procuraram o governo antes do envio do projeto”, disse Giordani.
Na visão do secretário, todos estão cientes da necessidade da reforma e o que está em discussão, agora, é o tamanho das mudanças, o que pode trazer obstáculos. Embora mais seguro da aprovação, o governo tem os pés no chão e sabe que a matéria pode ser alterada na Alesc.
Eron Giordani, foi o convidado do Conexão ND desta segunda-feira (21) – Foto: Leo Munhoz/NDOutro ponto importante que ele antecipou foi em relação aos servidores inativos, que correspondem à maior fatia do bolo: o Estado tem 47 mil servidores ativos e 59 mil inativos e pensionistas. Eles serão impactados pela reforma.
“A intenção do governo é alterar a faixa de isenção. Seguramente, aos que hoje têm isenção em R$ 6.400, pela proposta, esse valor será reduzido, a um ou dois salários mínimos”, ressaltou Giordani.
Ele informou que, dos oito pontos abordados na reforma, o que produz maior efeito é a redução no limite de isenção. A expectativa do governo, se aprovar o projeto até agosto de 2021, é produzir efeitos a partir de novembro. A economia pode chegar a R$ 22 bilhões em 20 anos, sendo R$ 250 milhões ainda em 2021.