A gota d’água foi o documento encaminhado para a CPI dos Respiradores onde contradições abasteceram reações de que o governador sabia da operação fraudulenta e mentiu ao responder as 15 perguntas formuladas pelo relator. Paralelo a tudo isso, o presidente da Assembleia, Júlio Garcia, dentro de suas características, vem mantendo contato sem alardes com as bancadas de parlamentares sobre os pedidos de impeachment avaliados pela Procuradoria do Legislativo. Há uma preocupação expressada por deputados de que se transformem em omissos por não se manifestarem sobre o futuro do governador, que vem perdendo credibilidade, agora demonstrada pela insatisfação de prefeitos que se sentem desrespeitados pelo governo do Estado. Não há diálogo. Cálculos preliminares garantem que se o processo de impeachment desembarcar no plenário há 34 votos favoráveis. As declarações do presidente estadual do MDB , Celso Maldaner, revelaram o distanciamento do partido com o governador. E a bancada está fechada. E esse sentimento acompanha a maioria no Parlamento que quer evitar precipitações desnecessárias. Tudo ao seu tempo, porque o momento é delicado.