Deputados de país da América do Sul serão submetidos a testes de drogas; veja qual

Os deputados foram selecionados em um sorteio realizado nesta quarta-feira (17) no Congresso, durante o lançamento do novo regulamento de controle de consumo de drogas da Câmara, aprovado em julho

AFP Santiago, Chile

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Um total de 78 dos 155 deputados do Chile deverão realizar um teste de drogas como parte de um novo regulamento interno que busca dar “transparência” ao trabalho legislativo e evitar crimes de narcotráfico.

Os deputados foram selecionados em um sorteio realizado nesta quarta-feira (17) no Congresso, situado na cidade de Valparaíso (120 km a oeste de Santiago), durante o lançamento do novo regulamento de controle de consumo de drogas da Câmara, aprovado em julho.

Os resultados, que levam entre 10 e 15 dias para ficarem prontos, serão públicos – Foto: rawpixel.com/Centers for Disease Control and Prevention (Source)/NDOs resultados, que levam entre 10 e 15 dias para ficarem prontos, serão públicos – Foto: rawpixel.com/Centers for Disease Control and Prevention (Source)/ND

“A normativa busca elevar os padrões de transparência no trabalho parlamentar, além de evitar crimes relativos ao tráfico de drogas e qualquer relação deste flagelo com a Câmara”, assinala um comunicado da Casa Legislativa.

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“Foi estabelecido um prazo, entre os dias 22 e 30 de agosto, para que os deputados se dirijam ao laboratório da Universidade do Chile para realizar esse teste de cabelo”, disse Raúl Soto, presidente da Câmara, um dos sorteados para o exame.

No fim de setembro será a vez dos deputados restantes se submeterem aos testes. Os resultados, que levam entre 10 e 15 dias para ficarem prontos, serão públicos e, em caso de resultado positivo, poderá ser levantado o sigilo bancário do parlamentar para comprovar que não há movimentações de dinheiro que não possam ser justificadas.

O exame será semestral e aplicado a cada parlamentar pelo menos duas vezes em seus quatro anos de mandato.

“Não me abasteço de forma ilegal, não compro, eu ganho de presente. Em algum momento da vida, quando era mais jovem, plantei. Cheguei a ter, no auge, duas plantas ao ar livre, nada muito elaborado”, disse o deputado de esquerda, Jaime Sáez, que disse abertamente que consumia maconha.

“Eu também fumo, não me envergonho, e cultivo minhas plantas para não alimentar os cofres do narcotráfico”, assinalou, por sua vez, Ana María Gazmuri, deputada e ativista em favor do consumo da cannabis.

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