A nomeação de Ademir Izidoro para o cargo de diretor de Saneamento Básico e Recursos Hídricos da Aresc (Agência de Regulação de Serviços Públicos de Santa Catarina), pelo governador do Estado, Jorginho Mello, parece que não irá prosperar. Pelo menos é que se circula nos corredores da Assembleia Legislativa.
Ademir Izidoro em sabatina na Comissão Especial da Alesc no dia 06 deste mês – Foto: Vicente Schmitt/Agência AL/NDNa terça-feira (12), o ex-diretor-presidente do Samae (Sistema Autônomo de Água e Esgoto) de Jaraguá do Sul chegou a comparecer na sessão plenária da Alesc onde estava em pauta a votação para sua indicação ao cargo, mas saiu frustrado.
A falta de quórum – só nove deputados estavam no plenário, eram necessários 21 – impediu a votação. Desapontado, Ademir deixou a Alesc sem conceder entrevista.
SeguirInternamente, comenta-se que a falta de quórum na terça-feira foi intencional, logo após passou a circular, fortemente, a informação na qual Ademir é alvo de investigações no Ministério Público e ostenta pedido de responsabilização na CPI do Samae encerrada na Câmara de Vereadores de Jaraguá do Sul, na terça-feira (12).
Para parte dos deputados ficou desconfortável votar a nomeação de Ademir para o cargo na Alesc e agora, provavelmente, o nome dele foi rifado para ocupar uma diretoria na Aresc. O ex-diretor-presidente da Samae é uma indicação do deputado estadual Antídio Lunelli (MDB).
Na Alesc, a indicação já tramitou em comissão especial, onde foi questionada, solitariamente, pelo deputado Mateus Cadorin (Novo). O parlamentar também foi o único a votar contrariamente à indicação do nome de Ademir Izidoro.