“Deus não escolhe os mais capacitados”, diz Bolsonaro durante evento religioso em SC

Presidente participou da abertura do 37º Congresso Gideões Missionários da Última Hora na noite desta quinta (2) e fala sobre fé e milagre após facada

Fábio Bispo Florianópolis

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Pela segunda vez em Camboriú para o evento dos Gideões —a primeira como presidente— Jair Bolsonaro (PSL) disse estar vivo por “um milagre” e que “Deus capacita os escolhidos”. Acompanhado do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, e de deputados federais da bancada evangélica, o presidente assistiu à 37ª edição do evento religioso, na noite de ontem.

A solenidade de abertura iniciou pouco depois das 19h e durou mais de uma hora e meia até que o presidente fizesse seu pronunciamento. O governador Carlos Moisés (PSL) e a vice-governadora, Daniela Reinehr, além de deputados estaduais e secretários, também marcaram presença.

Bolsonaro participou da abertura do 37º Congresso Gideões Missionários da Última Hora, em Camboriú – Flávio Tin/NDBolsonaro participou da abertura do 37º Congresso Gideões Missionários da Última Hora, em Camboriú – Flávio Tin/ND

Bolsonaro fez pronunciamento curto, e em pouco mais de oito minutos não falou de questões de governo. Ao lembrar que esteve ano passado no evento, disse que ainda era pré-candidato e sabia das dificuldades que enfrentaria pela frente. Sem citar o episódio da facada que levou durante a campanha, em setembro de 2018, em Juiz de Fora (BH), disse: “fui salvo por um milagre” e agradeceu as orações que recebeu. Na sequência disse que “Deus não escolhe o mais capacitado, ele capacita os escolhidos”.

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Ao nominar os presentes, citou o general Heleno como seu grande conselheiro e o empresário catarinense Luciano Hang como um brasileiro de exemplo, o chamando de “Luciano da Havan, um defensor do livre mercado”.

Ao recordar sua ida a Israel, no ano passado, disse que o país não tem recursos naturais nem áreas agricultáveis. “Sergipe é maior que o estado de Israel, e olha o que nós somos? Falta fé. Acreditar é ter a certeza que cada um de nós pode mover esse país para o lugar que ele merece”.

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O presidente recebeu uma placa de homenagem dos missionários com a seguinte inscrição: “Quando o justo governa, o povo se alegra”. Ao encerrar o pronunciamento, o presidente repetiu seu slogan de campanha “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos” e deixou o local.

Moisés diz que campanha foi milagre

Mais breve ainda, por quatro minutos, o governador de Santa Catarina Carlos Moisés (PSL) também falou em milagre, ao supor que a fé teria influenciado o resultado das urnas em outubro de 2018, quando foi eleito governador.

Ele lembrou que esteve no Gideões em 2018, naquela época ainda como tesoureiro do partido. “Naquela ocasião não imaginava que seria candidato, depois rapidamente se transformou em uma candidatura. Eu acredito no milagre. A vida do presidente é um milagre, como nós todos assistimos. Minha campanha também foi um milagre”, disse Moisés..

Também sem falar diretamente sobre de questões políticas, Moisés se limitou a dizer que está fazendo o que se comprometeu, afirmando que o primeiro escalão de seu governo é técnico.

Lema do Congresso fala em “salvar sentenciados a morte”

A Gideões Missionário da Última Hora é o maior congresso missionário protestante pentecostal do Brasil e tem por objetivo principal divulgar o evangelho. Este ano, o Congresso trouxe o lema “Ajude-nos a salvar os que estão sentenciados a morte”, um chamado a resgatar aqueles que estão distantes da fé e estariam “sentenciados”.

Os Gideões iniciaram suas atividades na década de 1970, em Camboriú. O evento é realizado de 27 de abril a 6 de maio, mas a abertura oficial só ocorreu ontem. Este ano, a abertura contou com uma apresentação cívica, e apresentação de alunos do Proerd (Programa Educacional de Resistência às Drogas) da Polícia Militar, coreografias, danças e canções religiosas.

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