‘Diálogo e capacidade de ceder’, aponta Rodrigo Pacheco sobre diminuição da taxa de juros

Segundo presidente do Senado, a aprovação da reforma tributária e criação de um marco fiscal que substitua o teto de gastos são medidas que precisam ser tomadas "imediatamente"

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Augusto Fernandes, do R7 Brasília

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O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse nesta terça-feira (15) que a aprovação da reforma tributária e criação de um marco fiscal que substitua o teto de gastos são fundamentais para diminuir a taxa básica de juros, a Selic, e controlar a inflação.

Segundo o senador, ambas as medidas precisam ser tomadas “imediatamente”. Pacheco defendeu a autonomia do Banco Central, alvo de críticas do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas últimas semanas

Senador Rodrigo Pacheco, presidente do Senado defendeu autonomia do Banco Central nesta terça (14) – Foto: Jefferson Rudy/ Agência SenadoSenador Rodrigo Pacheco, presidente do Senado defendeu autonomia do Banco Central nesta terça (14) – Foto: Jefferson Rudy/ Agência Senado

Além disso, Pacheco saiu em defesa da independência do Banco Central, alvo de críticas do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nas últimas semanas. “A autonomia do BC vai ao encontro da modernidade. Todo mundo quer baixar a taxa de juros. Não se faz com uma canetada no meio do caminho. É com diálogo, capacidade de ceder”, afirmou o parlamentar em um evento promovido pelo BTG Pactual.

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Lula tem reclamado da autonomia do Banco Central pelo fato de a Selic estar em 13,75%, o que, de acordo com ele, prejudica o desenvolvimento da economia nacional.

Em resposta, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, tem afirmado que reduções na taxa só surtem efeito prático sobre os juros no país se as decisões tiverem credibilidade.

No entendimento de Pacheco, os ataques de Lula à entidade monetária não são justificáveis. Para ele, o presidente e o governo têm de encontrar “a solução que seja inteligente, que é definir as causas desses juros de 13,75% que inviabilizam o crescimento nacional, e buscar atacar as causas com as pessoas que existem” no Banco Central.

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