O nome do diretor-geral da PRF (Polícia Rodoviária Federal), Silvinei Vasques, repercutiu neste domingo (30), após denúncias de que agentes da PRF estariam realizando operações para evitar o trânsito de ônibus e, com isso, aumentar a abstenção de eleitores.
Silvinei Vasques, diretor-geral da PRF, fez sua vida acadêmica em Santa Catarina- Foto: Divulgação/PRF/NDVasques esteve no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e se comprometeu a suspender as operações da corporação relacionadas ao transporte de eleitores, segundo o presidente do Tribunal, Alexandre de Moraes.
Nomeado diretor-geral da PRF em abril de 2021, Silvinei Vasques começou sua carreira na corporação em 1995, em Santa Catarina, e possui formações em diversas universidades catarinenses.
SeguirNatural de Ivaiporã (PR), Vasques fez sua vida acadêmica em Santa Catarina. Ele é graduado em Ciências Econômicas pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), graduado em Direito pela Univali (Universidade do Vale do Itajaí), graduado em Segurança Pública pela Unisul (Universidade do Sul de Santa Catarina) e graduado pela ESAG/Udesc (Escola Superior de Administração e Gerência da Universidade Estadual de Santa Catarina) no curso de Administração de Empresas.
Silvinei Vasques também foi Secretário Municipal de Segurança Pública e de Transportes no Município de São José entre os anos de 2007 e 2008.
Experiência
Além dos feitos e formações em território catarinense, Silvinei Vasques possui experiência em outras localidades.
Ele realizou especialização pelo Cesumar (Centro Universitário de Maringá), um MBA na área de Gestão Organizacional. É mestrando em Administração pela Universidade Uniatlantico, da Espanha, e doutorando em Direito pela Universidade Católica de Santa Fé da Argentina.
Também é inspetor dos quadros da Polícia Rodoviária Federal do Ministério da Justiça desde 1995, onde exerceu atividades de gerência e comando em diversas áreas, inclusive como Coordenador Geral de Operações na Capital Federal.
Habilitado para atuar em várias áreas da segurança, com experiências em grandes operações policiais no país, Vasques participou de cursos policiais no Brasil e no exterior. Atuou como superintendente da PRF no Rio de Janeiro antes de assumir como diretor-geral.
Operações da PRF no 2º turno
O presidente do TSE, Alexandre de Moraes, decidiu na noite de sábado (29) proibir que a PRF realize, até o fim do segundo turno das eleições, qualquer tipo de operação relacionada ao transporte público, gratuito ou não, de eleitores.
Apesar da decisão, diversas denúncias foram recebidas pela campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de que agentes da PRF estariam realizando operações para evitar o trânsito de ônibus e, com isso, aumentar a abstenção de eleitores, principalmente no Nordeste, segundo a coligação do candidato petista.
Por conta disso, o ministro Alexandre de Moraes, cobrou respostas do diretor da corporação Silvinei Vasques, que esteve no TSE e se comprometeu a suspender as operações da corporação relacionadas ao transporte de eleitores.
A informação foi repassada pelo presidente do tribunal, Alexandre de Moraes, em coletiva de imprensa. Moraes afirmou que não houve prejuízo aos eleitores e que o horário de encerramento do pleito, às 17h, será mantido.
O diretor da PRF informou a Moraes que as vistorias foram feitas em ônibus sem condições de transitar. “O diretor-geral da PRF informou que as operações foram realizadas com base no Código de Trânsito Brasileiro, ou seja em ônibus com pneu careca ou sem condições de rodar. Isso em alguns casos retardou a chegada dos eleitores à seção, mas em nenhum caso impediu os eleitores de chegarem às seções eleitorais”, destacou Moraes.
Ainda segundo Moraes, todas as operações foram finalizadas, inclusive as com base no Código de Trânsito Brasileiro, “para que não ocorresse nenhum prejuízo aos eleitores”, disse.
Com informações do R7.