Membros da diretoria da Fecam (Federação Catarinense de Municípios) querem a saída do presidente Orildo Severgnini (MDB), prefeito do município de Major Vieira e desde junho na liderança da entidade.
O motivo, conforme alegado em documento, foi originado pela Operação Et pater filium, do MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) e a Polícia Civil, que investiga uma suposta organização criminosa voltada para crimes de fraudes em licitações, especialmente, no município de Major Vieira.
Diretoria da Fecam quer a saída do presidente, Orildo Severgnini, após operação do MPSC – Foto: Fecam/Divulgação/NDA ação desencadeou em, pelo menos, 20 mandados de busca e apreensão que foram realizados, ainda na semana passada, e foram recolhidos documentos, computadores e mais de R$320 mil em espécie. Esses valores, inclusive, foram encontrados na casa do prefeito Orildo Severgini e ainda do seu filho.
SeguirO documento, assinado na última terça-feira (4) por membros da diretoria executiva da Fecam, cita a operação deflagrada e os valores envolvidos com o nome do Executivo de Major Vieira.
“Tendo em vista a repercussão estadual e nacional da matéria, os membros do Conselho Executivo vêm recebendo inúmeras ligações de prefeitos e dirigentes de entidades, demonstrando preocupação com os fatos apurados”, argumenta.
Além de listar alguns elementos do inquérito, o ofício lembra que “preocupados pela repercussão negativa da Fecam, entendem que o prefeito Orildo Severgnini deve pedir afastamento da presidência”.
Desejo de permanecer à frente da Fecam
Em uma carta endereçada aos membros da executiva, o prefeito de Major Vieira se defende e fala em “convicção e sentimento de coletividade” para rejeitar a hipótese de um pedido de afastamento.
“Com muita convicção e sentimento de coletividade, dirijo-me aos senhores para comunicar que minha decisão é de permanecer a frente da Fecam”, prometeu.
O prefeito e presidente Orildo ainda relembra sua trajetória, iniciada em 4 de junho “num dos tempos mais difíceis e complicados da vida”, e argumenta que os fatos citados na investigação são datados em 2015 e que “até o momento não há absolutamente nenhum processo judicial instaurado contra mim”.
Reunião convocada para o dia 11 de agosto
Também por isso o presidente da Fecam e prefeito de Major Vieira convocou uma reunião para a próxima terça-feira (11) onde, dessa forma, pede o posicionamento de todos os prefeitos ou, pelo menos, não só o entendimento da mesa diretora.
“Desejo ouvir as necessidades e dificuldades daqueles que estão a frente das demandas regionais de seus municípios, para que possamos construir, democraticamente, as prioridades de atuação da Fecam para os próximos dias.