Ganhou força nas redes sociais, na última semana, a campanha a favor da realização de cultos e celebrações religiosas presenciais em todo o país. A hashtag #querominhaigrejaaberta recebeu apoio do deputado federal Aroldo Martins (PR), vice-líder do Republicanos na Câmara. O assunto é pauta desta quarta-feira (7) do plenário do STF (Supremo Tribunal Federal).
A campanha entra em pauta nesta quarta-feira (6) – Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil/Divulgação/ND“A igreja dá apoio à saúde física, psicológica e psiquiátrica das pessoas. A igreja faz bem para as pessoas, porque trabalha na fé e ajuda na recuperação das pessoas num todo”, afirmou Martins.
O tema foi analisado de forma monocrática por ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). No último sábado (3), o ministro Nunes Marques autorizou cultos e missas no país ao atender uma ação da Anajure (Associação Nacional de Juristas Evangélicos) em Minas Gerais.
SeguirO magistrado avaliou que as celebrações realizadas com protocolos sanitários poderiam ser consideradas essenciais, especialmente durante a Semana Santa.
Na segunda-feira (5), o ministro Gilmar Mendes divergiu do colega, em uma ação do PSD em São Paulo, e vetou a celebração de cerimônias religiosas.
O vice-líder do Republicanos avalia que a medida dada por Nunes Marques aumenta em 10 pontos percentuais os espaços públicos e cultos e missas.
“Aquilo que os Estados têm feito, de liberar 15% dos cultos presenciais, com distanciamento e todas as regras de higiene, aferição de temperatura, uso de álcool e gel, por exemplo… A liminar do ministro Kassio Nunes Marques tem 25%, um quarto da capacidade do lugar, que é uma possibilidade muito grande de distanciamento, e que a gente não vê que acontece nos grandes centros, nos ônibus, trens, bondes e em muitos outros lugares”, argumenta.
Tanto a Advocacia-Geral da União quanto a PGR Procuradoria-Geral da República enviaram manifestações a favor da liberação de cultos e missas.