Não há precedentes na história catarinense. Há pouco mais de 4 meses das eleições, o cenário da campanha é de cisões e indefinições. Muito ao contrário de eleições anteriores, quando já no início do ano os favoritos já estavam praticamente escolhidos.
Lunelli com o ex-prefeito de Joinville, Udo Deeke – Foto: ArquivoO partido mais forte do Estado, o MDB, está rachado como nunca. A bancada estadual e prefeitos apoiando a reeleição do governador Moisés e o comando estadual, dirigentes municipais e lideranças regionais apostando na candidatura própria com o ex-prefeito Antídio Lunelli.
Seu histórico adversário, o PP, enfrenta dilema semelhante. A bancada na Assembleia, tem apenas 3 deputados. Altair Silva foi secretário da Agricultura e defende aliança com Moisés. José Milton Schefer é o atual líder governista e maior advogado da coligação. E João Amin há muito defende candidatura própria, em oposição a atual gestão estadual.
SeguirNa semana passada, outra divisão: em menos de 24 horas duas posições contraditórias. De um lado, os prefeitos jantando com Carlos Moisés, favoráveis ao projeto de aliança; e seu maior líder do partido, Esperidião Amin, reiterando que a candidatura ao governo é irreversível.
O PSDB vem derretendo no plano nacional, com João Dória arrastando-se nas pesquisas. Está sem liderança e sem nome forte ao governo. Os dois deputados querem apoiar Moisés. Mas há lideranças que preferem projeto comum com o MDB ou o PP.
A Frente de Esquerdas também não tem consenso. PT e siglas mais radicais querem Décio Lima e rejeitam o neossocialista Dário Berger. E o comando do PSB não abre mão da candidatura do senador.
Assim, o projeto do grupo ND, iniciando hoje uma série entrevistas no Conexão ND Especial, será uma oportunidade de mostrar ao eleitorado o que pensam e querem os oito pré-candidatos.
O objetivo maior é debater Santa Catarina, sua terra e sua gente.