Eleições no mundo: 66 países vão ou já foram às urnas em 2024

Candidatos a cargos que vão de prefeitos a presidentes e primeiros-ministros disputam os votos de cerca de dois bilhões de eleitores

Marcelo Santos Florianópolis

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Quando 2024 terminar, cerca de dois bilhões de eleitores em 66 países de todo o mundo terão tido a oportunidade de escolher novos representantes – de prefeitos e vereadores a presidentes e primeiros-ministros. São números expressivos das eleições no planeta.

México é um dos 66 países que já tiveram ou terão eleições em 2024 Apoiadores comemoram a vitória da primeira mulher a ser eleita presidente do México – Foto: Reprodução/Instagram

São dez países nas Américas, incluindo Brasil e Estados Unidos, 15 na África, 16 na Ásia, 23 na Europa – que também passa por eleição para renovação do Parlamento Europeu – e dois na Oceania.

Oito dos dez países mais populosos do planeta têm ou já tiveram eleições neste ano:

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  • Índia – 1,428 bilhão de habitantes
  • Estados Unidos – 334,6 milhões
  • Indonésia – 281,6 milhões
  • Paquistão – 232,9 milhões
  • Brasil – 216,4 milhões
  • Bangladesh – 169,3 milhões
  • Rússia – 146,1 milhões
  • México – 132,7 milhões

Ficam de fora desta lista apenas China (1,425 bilhão) e Nigéria (220,5 milhões).

Em alguns países, as eleições definem tanto o chefe do Poder Executivo quanto a distribuição de cadeiras no parlamento. É o caso dos Estados Unidos, do Reino Unido e do Uruguai.

Outras nações passam por eleições locais, para escolher, por exemplo, prefeitos e governadores, como na República Dominicana e no Chile.

União Europeia também foi às urnas

Países da Europa votaram em eleições internas e para o Parlamento EuropeuEscolha do novo Parlamento Europeu foi uma das eleições ocorridas no mundo todo em 2024 – Foto Gabor Kovac/ND

Na Europa, pelo menos 23 nações elegeram ou vão eleger novos presidentes e primeiros-ministros ou, ainda, renovarão os parlamentos nacionais.

Além disso, a União Europeia teve eleição para o Parlamento Europeu. De 6 a 9 de junho, o bloco, composto de 27 países, escolheu 720 eurodeputados. O grupo reúne 373 milhões de eleitores aptos a votar.

Na Oceania, as Ilhas Salomão elegeram um novo primeiro-ministro em abril. O Palau, nação formada por 300 ilhas e habitada por pouco mais de 18 mil pessoas, irá às urnas em novembro. Em disputa, estarão 26 cargos, entre presidente da República, deputados e senadores.

Índia é o maior colégio eleitoral

Dos 2 bilhões de eleitoras e eleitores que já foram ou ainda devem ir às urnas em 2024, quase metade está na Índia: são 970 milhões aptos a votar na maior eleição do planeta. O pleito, que começou em abril e foi até junho, elegeu 543 membros do Congresso do país, chamado de Lok Sabha. O primeiro-ministro, Narendra Modi, foi reeleito para o terceiro mandato.

No México, 88 milhões de eleitoras e eleitores puderam votar, em junho, para vereador, governador e presidente da República, eleição vencida, pela primeira vez, por uma mulher: Claudia Sheinbaum.

No Reino Unido, a renovação das 650 cadeiras da Câmara dos Comuns, na primeira semana de julho, fez de Keir Starmer o novo primeiro-ministro britânico.

A França, atualmente agitada pelos Jogos Olímpicos de Paris, passou por outra efervescência, desta vez política, há menos de um mês. Em 30 de junho e 7 de julho, os franceses foram às urnas em eleições antecipadas, convocadas pelo presidente Emmanuel Macron, para escolher, em dois turnos, os 577 novos representantes do Parlamento.

Eleições nas Américas

Duas das maiores democracias do mundo – Brasil e Estados Unidos – irão às urnas neste segundo semestre.

No Brasil, são 5.569 municípios que elegerão prefeitos e vereadores. De todo o território nacional, apenas o Distrito Federal e o arquipélago de Fernando de Noronha não têm eleição para prefeito, por não serem considerados municípios.

O DF é administrado pelo governador, que também escolhe administradores regionais para as várias áreas em que é dividido. Fernando de Noronha tem um administrador escolhido pelo governo de Pernambuco, estado ao qual o arquipélago pertence.

No nosso país, são 155 milhões de eleitores aptos a votar na maior eleição informatizada do mundo. Por aqui, tanto a apuração quanto a divulgação dos resultados ocorrem no mesmo dia, de maneira segura, confiável e auditável, o que demonstra a total segurança e transparência do sistema eletrônico de votação do país.

Estados Unidos escolhem novo presidente

Em 5 de novembro, os EUA elegem o sucessor de Joe Biden na Presidência da República. Por lá, o sistema de votação varia de acordo com cada estado. Os eleitores precisam se registrar a cada nova eleição e votam, por meio de cédulas de papel, de urnas eletrônicas ou, ainda, de cédulas enviadas pelos correios, de maneira antecipada.

O voto é indireto. A população vota nos 538 delegados dos partidos que representam os candidatos. Posteriormente, eles confirmam o voto da população. Cada estado tem um número específico de delegados.

Para ser eleito presidente, o candidato precisa conquistar 270 delegados no Colégio Eleitoral. O número de delegados é determinado de acordo com o censo do país. Assim, um candidato pode conquistar mais votos da população, por exemplo, mas perder no Colégio Eleitoral.

Além de os americanos escolherem o novo presidente, também vão escolher 34 senadores, 435 deputados e 13 governadores.

Países americanos com eleição em 2024

  • El Salvador (4/2, geral)
  • Costa Rica (4/2, municipal)
  • República Dominicana (19/4, presidencial)
  • Panamá (5/5, geral)
  • México (2/6, geral e local)
  • Venezuela (28/7, presidencial)
  • Brasil (6 e 27/10, municipal)
  • Chile (27/10, regional e municipal)
  • Uruguai (27/10, geral)
  • Estados Unidos da América (5/11, geral)

*Com informações do TSE

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