Eleições no Uruguai: 2 milhões de eleitores decidem novo presidente em segundo turno acirrado

Apesar da disputa acirrada, as eleições no Uruguai são amigáveis com apenas uma leve polarização

Foto de Gabrielle Tavares

Gabrielle Tavares Florianópolis

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Este domingo (27) é dia do segundo turno das eleições presidenciais no Uruguai. Mais de 2 milhões de eleitores vão às urnas escolher entre o candidato de esquerda Yamandú Orsi, que teve a maioria de votos no primeiro turno, e o de direita, Álvaro Delgado.

Candidatos à presidência no UruguaiYamandú Orsi e Álvaro Delgado disputam às eleições no Uruguai – Foto: Reprodução/ND

Um deles substituirá o atual presidente, Lacalle Pou, em março de 2025. Pou não disputa as eleições porque no Uruguai não é permitida a reeleição, mas deixa o poder com um alto índice de aprovação.

O candidato de esquerda saiu à frente no primeiro turno, em 27 de outubro, com 43,9% dos votos, e Delgado, 26,8%.

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Orsi é do partido Frente Ampla, o qual ficou na presidência por 15 anos antes de Lacalle Pou, que assumiu em 2020. Antes dele, foram dois mandatos de Tabaré Vázquez e um de Mujica.

Ex-presidente Mujica vota em eleições no UruguaiMujica votou neste domingo (24) – Foto: Reprodução/ND

Eleições no Uruguai são ‘chatas’

As disputas políticas no país não costumam ser marcadas por grandes polêmicas, crimes ou ameaças de golpe, como no Brasil e em outros países da América Latina.

Apesar de uma disputa acirrada, a polarização é leve. Segundo a socióloga Mariana Pomiés, diretora da consultoria local Cifra, os moradores preferem candidatos que não façam “mudanças bruscas” no país.

“O Uruguai é um país onde historicamente se valorizam as transições mais lentas. Candidatos que propuseram mudanças mais drásticas perderam as eleições”, disse à BBC.

Moradores durante comício em eleições no UruguaiEleições no Uruguai são amigáveis e pouco polarizadas – Foto: Reprodução/AFP/ND

Na corrida eleitoral, os candidatos participaram de eventos sem atritos, até com sorrisos. O atual presidente também caminhou pelo centro de Montevidéu sem grande segurança, como faziam Mujica e outros antecessores.

“Somos como nossa geografia: uma peniplanície [região quase plana] suavemente ondulada. E as mudanças que gostamos são suavemente onduladas”, destacou Pomiés à BBC News Mundo (serviço em espanhol da BBC).

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