Candidatos se debatem passando ao largo de um dos problemas mais graves do momento – ou até contribuindo para o seu agravamento, com as costumeiras premissas falsas sobre as vacinas de Covid. Enquanto isso, o sofrimento daqueles que não existem para os papagaios do lobby continuaremos mostrando:
“Meu nome é Aline Hidalgo, 28 anos. Tomei a 1ª dose de AstraZeneca em 26/7/2021 e a 2ª dose em 16/10/2021. Um mês depois, comecei a sentir dor de cabeça forte, enjoo, não tinha forças, queria só ficar na cama. Achei que era depressão. Procurei um médico no hospital da cidade em 18/11 e ele me receitou Paroxetina.
Vacina contra a Covid – Foto: Ricardo Wolffenbüttel/Secom/NDNa noite de 21/11 estava com confusão mental, cheguei a ter delírios e até a defecar na cama. Andava com dificuldade. Tive febre intermitente. No dia 23/11 fui a um psiquiatra, que me encaminhou para fazer exames de sangue e urina, e teste de Covid. Depois me encaminharam ao hospital para fazer eletrocardiograma e outros exames, pois meus batimentos cardíacos estavam muito alterados em 168 bpm e as enzimas alteradas. Achavam que eu estava infartando.
SeguirFui encaminhada para a Santa Casa de Adamantina (SP). Refizeram todos os exames e uma tomografia craniana e nada foi encontrado. Fui internada, em isolamento, para fazer o exame do líquor para a hipótese de meningite. Deu positivo para alguma infecção, mas nada conclusivo. No dia 27/11 piorei muito, e uma das enfermeiras decidiu me enviar para a UTI, porque percebeu que não eram problemas psiquiátricos.
No dia seguinte tive crises convulsivas, saturação muito baixa, dificuldade em respirar, e fui intubada. Os médicos queriam uma avaliação neurológica, pois a cultura do líquor não foi conclusiva. Em 6/12/2021 fui transferida novamente, para a UTI do HC Famema, pois meu estado se agravava dia a dia. Fiquei em coma.
No dia 17/12, os médicos me desenganaram. Disseram que pela medicina nada mais podia ser feito, eu não respondia aos medicamentos. No dia seguinte comecei a reagir e fizeram uma traqueostomia. No dia 23/12 finalmente foi feita a RM, apontando o diagnóstico de meningoencefalite e mielite transversa. Provavelmente, a causa foi a vacina, pois não foi detectado o causador, nem vírus, bactéria ou fungos.
Saí da UTI no dia 4/1 e iniciei tratamento com imunoglobulina. Recebi alta em 31/1/22, depois de 70 dias internada. Os médicos do HC não me deram garantias de que possa voltar a andar.
Hoje estou paraplégica, seguindo meus tratamentos no HC e fisioterapia. Antes de acontecer comigo, eu não tinha ouvido falar sobre essas reações adversas. Porém, agora o que mais vejo são casos e casos. Só nós sabemos o que estamos passando. Com a graça e benção de Deus, hoje estou aqui para alertar sobre o perigo que passei”. (Pacaembu/SP)