Elizabeth II parecia rainha do mundo

Projetada pelo glamour do cinema e pelo surgimento da televisão, imagem da monarca mais longeva do Reino Unido se transformou em um símbolo mundial

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A rainha Elizabeth 2ª tinha o seu reino e mais 14 países a olhar como chefe de Estado.

Alguns, já sem enxergá-la em tal função, e vice-versa, mas nunca desrespeitando os laços que os uniam.

Nenhuma relação a mais com as outras cerca de 180 nações do mundo, a não ser representatividade para promover cooperações comerciais, culturais e vínculos de amizade.

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Esteve no Brasil apenas em 1968, passando por cinco capitais. No Rio de Janeiro, concedeu a Grã-Cruz da Ordem de São Miguel e São Jorge ao então presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Luiz Gallotti, catarinense de Tijucas, e foi marcante, como em qualquer lugar que ia.

A rainha Elizabeth 2ª e o príncipe Philip, em novembro de 1968, no Rio de Janeiro, com o presidente do STF, o tijuquense Luiz Gallotti (em frente a ela) – Foto: Acervo Luiz Gallotti Póvoa/Divulgação/NDA rainha Elizabeth 2ª e o príncipe Philip, em novembro de 1968, no Rio de Janeiro, com o presidente do STF, o tijuquense Luiz Gallotti (em frente a ela) – Foto: Acervo Luiz Gallotti Póvoa/Divulgação/ND

Nós aqui e povos dos quatro hemisférios – tão distintos histórica, econômica e culturalmente – nos atraímos pela majestade desde que ela era criança.

A futura soberana nasceu em abril de 1926, em Londres, três meses após o aparelho de televisão ter sido apresentado ao público, lá mesmo, e dois anos antes de as primeiras imagens serem transmitidas da capital inglesa para Nova York. Ou seja, Lilibeth, apelido que ganhou na infância, já cresceu midiática.

Casou-se aos 21 anos, em 1947, quando a Europa ainda se reerguia da Segunda Guerra Mundial, e subiu ao trono aos 25, em 1952, com o cinema exibindo o glamour da época.

A soberana mais longeva do Reino Unido – Foto: Andy Buchanan/AFP/NDA soberana mais longeva do Reino Unido – Foto: Andy Buchanan/AFP/ND

Eram tempos em que a realeza de verdade se confundia com as dos contos de fadas, e as pessoas se agarravam nisto para sonhar.

Elizabeth se aproximou dos súditos e de todos, tinha problemas familiares “como a gente”, humor, gostava de bichos, manteve firme o pilar da tradição – fatores que a tornavam “comum”.

E foram 70 anos de reinado, o que dificilmente outro monarca alcançará – nem se for a rainha da Inglaterra.